Funcionários de rede de franquias tatuam meta de novas lojas no interior de SP
Compartilhe

Funcionários de uma rede de franquias de estética de Cruzeiro, no interior de São Paulo, tatuaram a meta da empresa de abrir 300 unidades no Brasil.

A imagem da tatuagem foi compartilhada pelo CEO da rede de franquias e repercutiu nas redes sociais. Apesar do post, a empresa alega que não incentivou os funcionários.

Sete funcionários do setor administrativo da rede de franquias tatuaram “#300”.

A tatuagem foi feita depois de uma reunião para comemorar a marca de mais de 100 unidades e definição da nova meta. A tatuagem foi feita dentro da empresa, por funcionários na faixa etária de 25 anos.

No Instagram, o CEO, Caio Rodrigues, fez uma postagem com a imagem das tatuagens dos funcionários com a legenda que diz que é um ato de “amor pela marca”. A imagem repercutiu no Twitter e LinkedIn com críticas à cultura da empresa.

O G1 conversou por telefone com Caio. Ele credita a atitude dos funcionários à cultura da empresa. “A gente tem uma cultura de vitória, o fracassado não tem espaço aqui dentro”, disse.

Ele explica que estimula os funcionários com discursos sobre desenvolvimento pessoal, autoafirmação e empoderamento.

Na ocasião da tatuagem, no entanto, diz que chegou a ponderar com os colaboradores. “Eu questionei o que fariam se fossem demitidos, se eles se arrependessem, mas disseram que aquela era uma marca parte da vida deles. Disse que não concordava, mas que não impediria e pedi que assinassem um termo de autorresponsabilidade pelo que estavam fazendo”, conta.

SURPRESA PARA O TATUADOR

O G1 conversou com o tatuador que atendeu o grupo, Yago Chedid. Ele conta que foi acionado pela empresa para fazer a tatuagem e que o serviço, apesar de ele ter um estúdio, foi feito na empresa.

“Eu nunca tinha visto nada parecido. Eles pediram que eu fosse até a empresa e que tatuasse lá. Como eles têm uma clínica de estética, tinha o suporte de higiene necessário e eu fiz. Todos tinham um termo de autorresponsabilidade quando cheguei”.

Sobre o pagamento, Yago informou que não podia divulgar se havia sido pago pelos funcionários ou pela empresa. Os trabalhadores, dois homens e cinco mulheres, fizeram a marca “#300” no calcanhar, pulso e antebraço.

Ao ser questionado pelo G1, o CEO informou que os funcionários teriam pedido para sair mais cedo para fazer a tatuagem, mas que ele não teria permitido. De acordo com ele, por sugestão dos funcionários, acabou cedendo um espaço dentro da própria sede. Sobre o pagamento, negou que tenha sido feito por ele.

Handerley Garcez, 25 anos, é supervisor financeiro na empresa e é quem leva a marca em maior tamanho. Ele estava desempregado quando foi contratado para ser assistente financeiro da rede de franquias, onde está há nove meses.

O G1 conversou com ele por telefone, em uma chamada em que o CEO também participou. Handerley conta que topou a ideia que surgiu de um “consenso”.

“Eu fui um dos primeiros a topar. O fato de poder ser só uma fase, tudo bem, isso que eu vivo é completamente diferente de tudo que eu já vivenciei”, comenta.

Handerley fala sobre a cultura da empresa que trabalha encorajando que o funcionário “seja ele mesmo”. Ao lado do CEO, disse que a cultura da empresa é um marco em sua carreira — ele está há dois anos na área.

“Eu acho que se a cultura da empresa é positiva, agrega às suas qualidades, não existe motivo para não abraçar. Adotamos o que é bom para nós”, disse funcionário.

Fonte: G1

Compartilhe

Deixe uma resposta