Homem é preso em SP por suspeita de estuprar a própria mulher para forçar aborto
Mulher foi estuprada pelo marido em terreno porque ele queria interromper gestação — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV
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Segundo a Polícia Civil de São Joaquim da Barra, com ajuda de amigo, marido simulou assalto para levar a vítima até terreno. Depois, colocou pílulas abortivas na vagina dela. ‘Ele não queria gestação’, diz delegado.

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (27) um homem suspeito de simular um assalto e de estuprar a própria mulher para provocar um aborto nela, em São Joaquim da Barra (SP). Segundo a polícia, ele confessou a ação e teve a prisão preventiva decretada. Um amigo dele, que o ajudou no crime, também foi preso.

Ainda de acordo com a polícia, o homem afirmou que agiu porque não aceitava a gestação da esposa. A mulher, de 26 anos, está grávida de dez semanas. Ela está internada na Santa Casa da cidade e o caso dela é considerado estável.

A dupla responde por tentativa de aborto sem consentimento da gestante e estupro.

Máscara usada por falso ladrão foi apreendida pela Polícia Civil de São Joaquim da Barra, SP — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV
Máscara usada por falso ladrão foi apreendida pela Polícia Civil de São Joaquim da Barra, SP — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV

Primeira versão à polícia

O crime aconteceu na terça-feira (24), quando a vítima, o filho, de 8 anos, e o marido deixavam a casa da sogra dela. De acordo com a polícia, um homem de máscara e armado com uma faca se aproximou do carro em que a família estava e rendeu a mulher.

Assustada, a vítima chegou a segurar a faca e machucou a mão. O suposto assaltante entrou no carro, cobriu o rosto da mulher e da criança, e mandou o motorista seguir até um terreno.

No local, a mulher foi estuprada. Antes de fugir, o suposto ladrão amarrou o marido da vítima e levou R$ 500.

Mulher foi estuprada pelo marido em terreno porque ele queria interromper gestação — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV
Mulher foi estuprada pelo marido em terreno porque ele queria interromper gestação — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV

Investigação e confissão

A gestante foi levada à Santa Casa, que acionou a Polícia Civil. De acordo com o delegado Gustavo de Almeida Costa, o marido relatou a versão do assalto seguido de estupro, e um inquérito foi aberto para apurar o caso.

Um suspeito foi identificado e, de acordo com o delegado, confessou à polícia que havia sido procurado pelo marido da vítima, que tinha interesse em interromper a gestação. Os dois simularam o assalto e levaram a gestante até o terreno, onde eles inseriram pílulas abortivas na vagina dela.

Câmeras de segurança de uma farmácia registraram o momento em que o amigo comprou os remédios abortivos na segunda-feira (23).

“Ele [marido] queria interromper a gravidez e convidou esse colega para fazer o procedimento, porque esse colega sabia fazer. Eles simularam o assalto, chegaram a esse local e o colega apenas orientava o companheiro. Ele inseriu as pílulas na boca e no órgão genital dela. Ele pegou um preservativo e colocou na mão para tentar colocar as pílulas mais fundo no órgão genital. Acabou lesionando ela bastante”, diz Costa.

Câmeras de segurança de farmácia mostram amigo do marido da vítima comprando medicamento abortivo em São Joaquim da Barra, SP  — Foto: Reprodução

Câmeras de segurança de farmácia mostram amigo do marido da vítima comprando medicamento abortivo em São Joaquim da Barra, SP — Foto: Reprodução

Após a confissão do falso ladrão, a polícia interrogou o marido da jovem, que também admitiu o crime.

“Ele confessou que não desejava a gravidez e queria interromper a gestação da mulher dele. Por isso, ele convidou o colega para fazer o procedimento junto. Para ocultar a real intenção, eles simularam.”

No terreno onde a mulher foi violentada, a polícia apreendeu a máscara usada pelo falso ladrão, o preservativo e tubos de uso intravaginal.

Após pedido da Polícia Civil e do Ministério Público, a dupla teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. De acordo com o delegado, por se tratar de crime doloso, os dois deverão ser levados a júri popular.

Fonte: G1

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