Jovem com 90% do corpo queimado em explosão na Coopermota é transferida para hospital especializado em Bauru

Genseli Cristina Alves do Paraíso, de 27 anos, que sofreu queimaduras em 90% do corpo durante uma sequência de explosões no Silo II da Coopermota, em Cândido Mota, foi transferida na tarde de quarta-feira (25/02) para um hospital especializado no tratamento de lesões causadas pelo fogo, em Bauru. A jovem foi a vítima mais grave do acidente ocorrido na manhã do último domingo (22/02), que também deixou outras cinco pessoas feridas, incluindo Matheus Henrique Lopes Pereira, de 18 anos, que permanece internado no Hospital Regional de Assis.

A transferência para a Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Hospital Estadual de Bauru (HEB) foi confirmada por meio de nota divulgada pelo irmão de Genseli, o advogado Carlos Felipe Alves do Paraíso. “A transferência ocorreu com segurança, estou como acompanhante dela, e ela já está recebendo os cuidados necessários da equipe médica especializada. O estado ainda inspira atenção, mas ela está sendo acompanhada de perto por profissionais preparados para conduzir o tratamento”, informou.

Genseli Cristina Alves do Paraíso, de 27 anos, uma das vítimas da explosão – FOTO: Enviada ao Portal AssisCity

Segundo Carlos Felipe, apesar da evolução no processo de regulação e remoção, o quadro clínico ainda exige cuidados intensivos. “Seguimos confiando na recuperação dela, que sempre foi forte e guerreira. Continuamos pedindo orações e pensamentos positivos. Cada mensagem de apoio tem sido importante para nossa família. Agradecemos todo carinho, apoio e solidariedade. Deus abençoe”, concluiu.

ACIDENTE – A sequência de explosões ocorreu por volta das 10h40 de domingo (22/02) no sistema subterrâneo de transporte de grãos do silo da Coopermota, provocando estrondos que foram ouvidos em toda a cidade e chegaram a quebrar janelas de imóveis próximos. O fogo foi combatido pelas brigadas da Coopermota, pelo Corpo de Bombeiros, pela Defesa Civil de Cândido Mota e pela Polícia Civil, que realizou perícia e está apurando as causas do acidente.

De acordo com informações prestadas na segunda-feira (22/02) por Hélio Gozzi, superintendente financeiro da Coopermota, as explosões ocorreram no sistema de pré-limpeza dos grãos descarregados na moega. O diretor explicou que o produto é conduzido por esteiras subterrâneas até uma máquina que retira impurezas como palha e resíduos, que são descartados.

A hipótese levantada por Gozzi é de que uma faísca elétrica tenha causado a ignição das partículas suspensas no ambiente, possivelmente associada à parada do sistema de três exaustores usados para sugar o material e evitar riscos. A unidade, que iniciava os trabalhos de recebimento da safra de soja, foi interditada. O superintendente destacou ainda que a Coopermota está prestando apoio às vítimas, que realizou manutenção preventiva antes da safra e possui todas as licenças exigidas para a operação.

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