Juninho Ortiz, espancado na Concha Acústica, permanece inconsciente no hospital
Até a noite de sábado, 13, Juninho permanecia inconsciente no Hospital Regional de Assis
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O jovem Eliseu Rodrigues Ortiz Júnior, o Juninho Ortiz, de 24 anos foi encontrado desacordado na manhã deste sábado, 13/07, na Concha Acústica da Praça Liliana Bergamaschi, no Centro Cultural Antônio Sylvio da Cunha Bueno, em Palmital. Seu corpo estava inerte e foi visto por moradores dos arredores, que entraram em contato com a Polícia e acionaram o Samu.

Atendido no local, que fica no Jardim das Flores, ainda inconsciente e com muitos hematomas pelo corpo, principalmente na cabeça, o rapaz sequer foi reconhecido pelas pessoas que acompanharam o socorro. Às 8h12, a vítima deu entrada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia levado pela viatura do Samu, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos.

 

Entretanto, devido à gravidade das lesões sofridas na cabeça, que apresentava traumatismo craniano, o plantonista do PS de Palmital decidiu pela transferência ao NAR – Núcleo de Atendimento Referenciado – de Assis. Já na saída do PS de Palmital para o transporte, o rapaz começou a recobrar a consciência, mas não informou o que havia ocorrido.

Segundo constatado no Pronto Socorro de Palmital, as lesões devem ser decorrentes de agressões físicas intensas.  

Em contato com a família, por volta das 22 horas do mesmo sábado, 13, a reportagem do JC foi informada que Juninho permanece internado no Hospital Regional de Assis, ainda está inconsciente e o quadro é de hemorragia intracraniana, o que depende do tempo para melhor avaliação de seu estado clínico pelos médicos que o atendem.

A mãe de Juninho, que compartilhou a notícia do site JC Online em sua página no Facebook, manifestou tristeza e indignação com o ocorrido, afirmando que o rapaz foi agredido de forma covarde. Por volta das 19 horas, ela escreveu: “Este jovem é meu filho Juninho Ortiz. Uma tremenda covardia, o que fizeram com meu filho”.

Tanto na página do JC como no perfil pessoal da mãe da vítima, dezenas de pessoas se manifestaram pelo restabelecimento e com revolta pelo acontecimento incomum em local público e de grande frequência de jovens.

A Praça Liliana Bergamaschi, assim como a Concha Acústica do Centro Cultural de Palmital, são espaços de encontro noturno de jovens que para lá se dirigem e que nos últimos tempos foram transformados numa espécie de área livre de convivência. A frequência se inicia por volta das 22 horas e segue madrugada adentro, principalmente nos finais de semana.Resultado de imagem para centro cultural palmital

A reportagem do JC entrou em contato com a Polícia Civil. O delegado Giovani Bertinatti, chefe da Delegacia de Palmital, informou que foi registrado um boletim de ocorrência de lesao corporal de autoria desconhecida e que o crime sera apurado. A equipe do JC dará acompanhamento ao caso, que é de gravidade e necessita de apuração para a punição ao autor ou autores das agressões.

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