Segundo a Secretaria de Segurança Pública, rapaz foi preso em flagrante no bairro Jardim Stella Maris, no domingo (27), pela Guarda Municipal. Em 2019, ele chegou a ser condenado a 4 anos de prisão por furtar um celular e agasalho de unidade de saúde.
O jovem Ruan Rocha Silva, que ficou conhecido após ter a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa em 2017, foi preso em flagrante neste domingo (27) após tentar furtar uma casa no Jardim Stella Maris, em Cotia, na Grande São Paulo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, guardas municipais foram acionados para atenderem a ocorrência e, no local, foram informados pelos moradores do imóvel que o rapaz pulou a janela do banheiro e foi encontrado na sala por volta das 6h. As vítimas não ficaram feridas.
O jovem foi encaminhado à UPA Atalaia para atendimento médico e depois conduzido à delegacia da cidade, ficando à disposição da Justiça. Ele passará por audiência de custódia.
Ainda conforme a SSP, foi requisitada perícia ao local dos fatos e exames de corpo de delito ao indiciado. O caso foi registrado na delegacia de Cotia como furto e captura de procurado.
Tatuagem
Em julho de 2017, Ruan, que tinha 17 anos, teve a testa tatuada com a frase “eu sou ladrão e vacilão”. Os responsáveis pelo crime, o tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e Ronildo Moreira de Araújo foram condenados pela Justiça pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal.
Na época, a tatuagem foi filmada com o celular de Maycon, compartilhada no Whatsapp e o vídeo viralizou rapidamente. O adolescente estava desaparecido desde 31 de maio e os familiares o reconheceram quando também receberam o vídeo do adolescente sendo tatuado na testa.
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Na delegacia, Maycon e Ronildo disseram que o adolescente teria tentado furtar uma bicicleta na região e ficaram revoltados com isso e “resolveram tatuar o mesmo como forma de punição”.
O rapaz de 17 anos, na época, negou que tinha roubado uma bicicleta de um deficiente físico. “Eu estava bêbado, esbarrei na bicicleta e ela caiu”, afirmou
Após a repercussão do caso, os responsáveis pelo coletivo Afroguerrilha criaram uma vaquinha pela internet para ajudar Ruan a custear um procedimento para retirada da tatuagem na testa. O jovem passou por sessões para retirada da tatuagem.
“Eu não tenho vergonha de mim, eu não vou ter vergonha de mim”, diz jovem tatuado na testa
Furtos
O rapaz chegou a ser internado por 16 meses em uma clínica de Mairiporã para tratar problemas de dependência química.
“A gente tem de viver um dia de cada vez. Já sei o que posso fazer da minha vida: estudar, trabalhar e viver a vida como cidadão. Hoje sei o limite das coisas. Droga derrotou muito a minha vida e a da minha família. Não quero mais, não tenho mais vontade de usar, só quero ficar limpo e andar para frente”, disse ele, na época.
Contudo, em março de 2018, o jovem foi preso em flagrante por furtar desodorantes de um supermercado em Mairiporã. Na ocasião, a fiança de R$ 1 mil foi paga, e ele respondeu ao crime em liberdade.
No final de 2018, o rapaz deixou a clínica onde fez tratamento contra vício de crack e álcool após receber alta.
“Ele estava internado de forma voluntária, já tem mais de 18 anos e pode tomar as próprias decisões, ele não estava mais aderindo ao tratamento”, disse na época a psicóloga Marcela Abrahao da Silveira, responsável pelo tratamento do jovem.
Em fevereiro de 2019, Ruan foi detido suspeito de furtar um celular e um agasalho de funcionárias de uma unidade de saúde em Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo.
No mesmo ano, a juíza Sandra Regina Nostre Marques, da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, condenou o jovem a 4 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto por furto de um celular e um agasalho de funcionárias de uma unidade de saúde em Ferrazópolis.
Na decisão, a juíza afirmou que o réu era perigoso para conviver em sociedade. E, por isso, ele não poderia recorrer em liberdade.
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Fonte: G1













