Jovem suspeita de matar pai com facada passa por exame de sanidade mental

Segundo advogado de defesa, perícia vai constatar se ela tinha consciência do que estava fazendo ou se teve um surto psicótico quando cometeu o crime, em agosto do ano passado quando tinha 17 anos.

A adolescente suspeita de matar o pai com uma facada em Marília (SP) passou por exame de sanidade mental nesta terça-feira (10) em uma clínica psiquiátrica da cidade. A perícia foi um pedido da defesa da jovem durante o processo, que foi aceito pela Justiça em novembro do ano passado.

Segundo o advogado de defesa da jovem, Fábio Ricardo Rodrigues dos Santos, o exame foi realizado para “constatar se no momento dos fatos ela tinha plenitude de consciência do que estava fazendo ou se teve um surto psicótico”.

A partir de agora, o médico perito tem um prazo de 10 a 15 dias para entregar o laudo e a defesa e o Ministério Público ainda podem pedir uma complementação desse documento. Depois disso, o caso deve seguir para as alegações finais e para a sentença da Justiça.

O dentista Aloisio Ahnert Tassara foi encontrado morto na sala da casa dele com ferimentos de faca em agosto de 2019. A filha dele, na época com 17 anos, foi localizada logo depois em cima do telhado de uma casa vizinha, com uma faca na mão, e foi levada ao Hospital das Clínicas pois o Samu constatou que ela estava em surto psicótico.

Desde então, a adolescente ficou internada na ala psiquiátrica do HC e recebeu alta no final de outubro. Segundo o advogado, a jovem foi internada mais duas vezes após esse período, mas responde ao processo em liberdade.

Investigação

Segundo as investigações, a jovem é apontada como a principal suspeita do crime. Ela foi ouvida em outubro do ano passado dentro do Hospital das Clínicas pela equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e teria detalhado o que aconteceu no dia dos fatos.

Depois disso, o delegado que era responsável pelo caso na época enviou um relatório à Vara da Infância e Juventude e ao promotor, além de sugerir o exame de sanidade mental na adolescente.

Em entrevista na época, o advogado de defesa disse que a jovem estava passando por tratamento psiquiátrico e que, provavelmente, ela sofre de esquizofrenia paranoide, apesar de não ter o diagnóstico fechado.

A jovem recebeu alta e foi ouvida pelo Ministério Público no dia 25 de outubro. No dia 7 de novembro, o promotor fez uma representação contra a adolescente. Desde então, duas audiências foram marcadas e a Justiça aceitou o pedido da defesa para realizar a perícia, que foi feita quase um ano depois.

Além da morte de Aloísio, a DIG de Marília afirmou que a mãe da adolescente teve que passar por um exame de corpo de delito após o crime. De acordo com o advogado de defesa, a mãe também teria sido agredida pela filha no momento do surto, com mordidas e arranhões.

No dia do crime, a perícia também encontrou quase R$ 20 mil em dinheiro nas roupas do dentista, mas o delegado informou que o valor encontrado não tem qualquer relação com o crime.

FONTE: G1

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Cláudio Pissolito

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