O advogado Leandro Aguilera Bergonso, ex-secretário de Governo e Administração de Assis, está proibido de se ausentar da Comarca de Assis por período superior a oito dias sem autorização prévia da Justiça. A medida cautelar foi determinada na última segunda-feira (24/08) pelo juiz Adugar Quirino do Nascimento Souza Júnior, da 1ª Vara Criminal e das Execuções Criminais, que recebeu a denúncia contra os nove investigados no caso da ameaça ao vereador Fernando Sirchia.
Bergonso, considerado o “número 1” entre os assessores da prefeita Telma Spera, foi denunciado no inquérito da operação Veritas Vinct da Polícia Civil, juntamente com o ex-secretário de Obras Leandro Gabrigna, os servidores municipais Wagner Eugênio Benati e Matheus Felício, além de André Victor Pereira de Moraes (apontado como autor do roubo e da ameaça ao vereador), Rodrigo Timóteo, Eduardo Góes, Alam Batista e Hugo Ricardo Gonçalves, funcionário do Centro de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura.
Em meados de julho, logo após as primeiras prisões do caso, Bergonso pediu exoneração do cargo, alegando “massacre” à sua imagem pública e ataques a familiares. Contudo, mesmo afastado das funções públicas, o Ministério Público entendeu que ele estava envolvido em crimes como roubo majorado, coação no curso do processo, fraude processual majorada e associação criminosa armada, pedindo sua prisão preventiva ao oferecer a denúncia.
A restrição de liberdade, porém, foi negada pelo juiz, que optou por impor medidas cautelares alternativas, entre elas a limitação de deslocamento. A mesma proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias também foi imposta a Hugo Ricardo Gonçalves, servidor responsável pelo CCO e apontado como subordinado de Bergonso na estrutura da Prefeitura.
Além disso, Bergonso está proibido de entrar nas dependências do CCO e em ambientes com sistemas de videomonitoramento municipal, bem como de acessar servidores, gravações, backups e registros de auditoria relacionados ao sistema. O advogado também não poderá manter contato com os demais denunciados e deverá comparecer a todos os atos processuais.
O juiz determinou ainda que a Prefeitura de Assis suspenda eventuais credenciais e acessos de Bergonso aos sistemas de videomonitoramento do CCO, e que ele seja intimado pessoalmente para tomar ciência das medidas impostas. Segundo a decisão judicial, o descumprimento das restrições poderá levar à decretação da prisão preventiva.












