Leitores do JC registram urutaus, conhecidos como “aves fantasmas”, na zona urbana de Palmital

Apesar da modernidade do ambiente urbano, com construções e instalações que diferem bastante do ambiente natural, os moradores de Palmital convivem com uma fauna que, em muitas situações, causa surpresa. Recentemente, leitores do JC Online enviaram registros fotográficos de urutaus feitos na zona urbana da cidade. Essas aves têm comportamento discreto e costumam evitar contato com humanos.

Um dos registros foi feito em 20 de março, quando a ave estava em uma árvore na Praça José Finotti, na saída para a Água da Fartura. Outro flagrante ocorreu por volta das 3 horas da madrugada desta quinta-feira (2), quando um urutau foi visto sobre o poste do alambrado em frente à Escola Estadual J. J. Bittencourt, no centro da cidade.

A ave – O nome urutau, de origem tupi, significa “ave fantasma”. Não é difícil entender o motivo: essa espécie costuma permanecer completamente imóvel, muitas vezes durante horas, perfeitamente camuflada nos galhos das árvores. Uma das características mais curiosas é o chamado “olho mágico”, algo raro entre as aves.

O urutau, também conhecido como mãe-da-lua, é considerado símbolo de tristeza e luto em diversas culturas da América do Sul. Seu canto melancólico e arrastado é frequentemente associado a maus presságios, lembrando uma lamentação.

Ainda há muita superstição em torno dessa ave. Algumas pessoas, por desconhecimento, acabam rejeitando-a com medo de mau agouro ou má sorte. Infelizmente, por esse motivo, muitas vezes solicitam seu recolhimento pela Polícia Ambiental, que acaba encaminhando os animais para centros de triagem.

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Cláudio Pissolito

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