Militar argentino, Carlos Pissolito, estreia coluna no JC
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Militar especializado em segurança nacional e internacional e em missões de paz, já foi condecorado pelo Exército brasileiro; Pissolito vai escrever sobre as relações entre os países do Cone Sul e da América Latina

O coronel do Exército Argentino, Carlos Alberto Pissolito, de 60 anos, inicia hoje uma série de artigos como colaborador do JC. Ele vai ocupar espaço, na página 4 das edições dos sábados, que nos últimos anos foi cedido à advogada Bruna Lima, que brilhantemente abordou questões das relações trabalhistas.

Ainda que tenha em comum o sobrenome do diretor do JC,  Cláudio Pissolito, e a origem familiar na mesma região do Veneto, na Itália, nao se confirmou qualquer grau de parentesco, mas os contatos propiciaram uma forte amizade.

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Natural de Mendoza, onde vive atualmente, Carlos Pissolito estudou inicialmente no Colégio Santo Tomás de Aquino (Mendoza) e depois no Colégio San Calixto (La Paz, Bolívia). De volta à Argentina, ingressou no Colégio Militar da Nação e Escola Superior de Guerra (Argentina) e depois no Instituto de Política Mundial (Washington DC).

Em sua carreira como militar, serviu nas cidades de Uspallata (Mendoza), Campo de Mayo (Buenos Aires), Sarmiento (Patagônia), CABA (Buenos Aires), Toay e Santa Rosa (La Pampa), Rospentek (Patagônia), Rio Gallegos (Patagônia), Comodoro Rivadavia (Patagônia) e Mendoza. Como estudante e representante do Exército Argentino, morou em La Paz (Bolívia), Umn Qsar (Iraque), Skouriotissa (Ilha de Chipre) e Wahington DC.

Atualmente, Pissolito é o presidente da Associação Cascos Azules e membro do Centro de Estudos Estratégicos para Defesa e Segurança Nacional ‘Santa Romana’ e do Centro de Estudos Estratégicos da América do Sul da CGT. Também é fundador da ONG ‘Vistalba Segura’.

Como oficial do Exército argentino, foi diretor do Centro Argentino de Treinamento Conjunto de Manutenção da Paz (CAECOPAZ), onde treinou seis contingentes sul-americanos antes da MINUSTAH (Haiti), o que envolveu a geração da doutrina necessária para o emprego. Além disso, serviu nos EUA como militar adjunto daquele país e da ONU.

Como oficial de infantaria, Pissolito ocupou todos os cargos, desde chefe de seção até chefe do regimento. Durante sua estada na Escola de Infantaria, atuou como instrutor dos cursos de Comandos, Paraquedismo e Treinamento de Oficiais de Segurança e Serviços.

Se formou na Escola Superior de Guerra, onde obteve o título de oficial geral e o diploma em estratégia e administração. Nos EUA, concluiu uma pós-graduação em Políticas de Segurança Nacional, ministrada pelo Instituto de Política Mundial da Universidade de Boston.

Carlos Pissolito é palestrante regular em seminários sobre gestão complexa de crises e reforma do setor de segurança, nacional e internacional, e um dos fundadores da ALCOPAZ (Associação Latino-Americana de Centros de Operações de Paz). Também trabalhou como “parceiro” do projeto “Desafios”, patrocinado pela Academia Sueca “Folke Bernadotte”.

O militar argentino atuou como observador militar da ONU no Iraque (UNIKOM) e como oficial de operações do Setor 1 da UNFICYP, na ilha de Chipre. Por essa participação, foi premiado, duas vezes, com a medalha “A serviço da paz”.

Ele é o autor dos livros: “Prudência e arte militar” e “As forças armadas e outras operações além da guerra”. Também é colaborador regular de periódicos especializados em questões de defesa, nacionais e estrangeiras, e responsável pela tradução para o espanhol do livro “A Transformação da Guerra”, do professor Martin van Creveld.

BRASIL – Recentemente, o coronel Carlos Pissolito recebeu a “Medalha do Pacificador” do Exército Brasileiro por suas contribuições à fundação e organização do Centro Brasileiro de Forças de Paz. Ao coronel argentino Carlos Pissolito, segundo estrangeiro a colaborar com nosso humilde JC, oferecemos as boas vindas e manifestamos nossa imensa satisfação e honra pela sua participação.

Entrega do prêmio na Embaixada do Brasil em Buenos Aires. O Embaixador e o Adido Militar do Brasil aparecem na imagem.

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