Morre a jovem que sofreu queimaduras graves em explosão no silo da Coopermota de Cândido Mota

Genseli Cristina Alves do Paraíso, de 27 anos, que sofreu queimaduras em 90% do corpo durante uma sequência de explosões no Silo II da Coopermota, em Cândido Mota, morreu na madrugada desta sexta-feira (06/03). A informação foi confirmada pelo irmão, o advogado Carlos Felipe Alves do Paraíso, por meio de postagem em rede social.

A jovem foi inicialmente atendida em estado grave no Hospital Regional de Assis e, na quarta-feira da semana passada (25/02), havia sido transferida para a Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Hospital Estadual de Bauru (HEB). Na última atualização sobre o estado de saúde da irmã, na tarde de quinta-feira (05/03), Carlos Felipe informou que Genseli havia passado por transfusão de sangue e pediu doadores, pois ela possivelmente precisaria de novo procedimento.

Genseli Cristina Alves do Paraíso, de 27 anos, uma das vítimas da explosão – FOTO: Enviada ao Portal AssisCity

Ainda não há informações sobre o translado do corpo, horário de velório e sepultamento. Além de Genseli, outro jovem ficou gravemente ferido nas explosões da Coopermota. Matheus Henrique Lopes Pereira, de 18 anos, que teve queimaduras em 50% do Corpo, foi encaminhado sexta-feira (27/02) para um hospital especializado no município de Ribeirão Preto.

Confira a nota divulgada às 6h24 desta sexta-feira (06/03) por Carlos Felipe:

“Hoje meu coração está em pedaços 😭 Minha irmã, Genseli Cristina, partiu 😭 Foram dias de muita luta, muita oração e muita esperança. Ela lutou pela vida com toda a força que sempre teve, como a guerreira que sempre foi. Nada vai apagar o amor que sentimos por ela, nem as memórias que ficam para sempre em nossos corações ❤️😭 Agradecemos profundamente todas as orações, as mensagens e todo carinho que nossa família recebeu nesses dias tão difíceis. Minha irmã, eu te amo para sempre ❤️😭”

POUCO DEPOIS DAS 10 HORAS, A COOPERMOTA DIVULGOU NOTA OFICIAL LAMENTANDO A MORTE

O acidente

A sequência de explosões ocorreu por volta das 10h40 do dia 21 de fevereiro, no sistema subterrâneo de transporte de grãos do silo da Coopermota, provocando estrondos que foram ouvidos em toda a cidade e chegaram a quebrar janelas de imóveis próximos. O fogo foi combatido pelas brigadas da Coopermota, pelo Corpo de Bombeiros, pela Defesa Civil de Cândido Mota e pela Polícia Civil, que realizou perícia e está apurando as causas do acidente.

De acordo com informações prestadas na segunda-feira após o acidente (22/02) por Hélio Gozzi, superintendente financeiro da Coopermota, as explosões ocorreram no sistema de pré-limpeza dos grãos descarregados na moega. O diretor explicou que o produto é conduzido por esteiras subterrâneas até uma máquina que retira impurezas como palha e resíduos, que são descartados.

A hipótese levantada por Gozzi é de que uma faísca elétrica tenha causado a ignição das partículas suspensas no ambiente, possivelmente associada à parada do sistema de três exaustores usados para sugar o material e evitar riscos. A unidade, que iniciava os trabalhos de recebimento da safra de soja, foi interditada. O superintendente destacou ainda que a Coopermota está prestando apoio às vítimas, que realizou manutenção preventiva antes da safra e possui todas as licenças exigidas para a operação.

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