“…é a educação formal a porta de entrada para o equilíbrio social que garante a convivência sadia…”
A sábia e ainda muito atual frase atribuída a Rui Barbosa, escrita há mais de 120 anos, afirma que “A criminalidade corre quase exatamente na razão inversa do número das escolas“, citando a importância do saber e do conhecimento para combater a violência e alcançar o acesso mais rápido e eficiente aos valores da civilidade.
Ainda que muitos outros fatores sejam causadores dos comportamentos criminosos, é a educação formal a porta de entrada para o equilíbrio social que garante a convivência sadia entre as pessoas e, consequentemente, o exercício da empatia e da fraternidade que garante a paz.
Em tempos de garantia do direito à escola para a grande maioria da população, ou da sua totalidade, como é o caso das cidades da nossa região, fica a qualidade do ensino como responsável pela melhoria da condição humana em seus aspectos mais elementares como racionalidade, emotividade, aspirações, conflitos, medo, tristeza e alegria.
Ao oferecer o conhecimento em larga escala, incluindo filosofia, antropologia e artes, a escola é essencial no equilíbrio humano, social e cognitivo como ferramenta de reflexão que ajuda a integrar a racionalidade com a emoção e promover a vivência harmoniosa.
Considerando que todos os alunos, inicialmente representados pelas crianças, aprendem muito mais pelos exemplos do que pelo ensino ou pelos conselhos, é preciso bem selecionar, capacitar e valorizar os professores para que eles possam oferecer a contribuição essencial a partir da observação de seus comportamentos.
O melhor padrão possível de conduta pessoal e profissional deve ser extensivo a todo quadro funcional das escolas, do pessoal da limpeza à direção, como forma de traduzir o bom comportamento individual em manifestação absolutamente natural no cotidiano da convivência.
Assim, pode-se admitir que a boa escola é aquela que oferece ensino formal de boa qualidade, que amplia a base do conhecimento para as mais diversas áreas das relações interpessoais e que toda sua comunidade, representada pelos professores, funcionários e diretores, tenham postura equilibrada e de bom senso como forma de oferecer bom exemplo diante das vicissitudes naturais da convivência.
Como espelho para os aprendizes, os mestres representados pelos professores e pelos demais profissionais do ensino devem manter a postura de harmonia, comedimento e autocontrole para garantir que a escola sempre vença o crime.
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