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A Igreja Católica inicia neste final de semana o tempo chamado ADVENTO. Palavra latina, Adventus, que significa ‘chegada’; do verbo Advenire, que significa ‘chegar a’. O advento é o início do Novo Ano Litúrgico da Igreja (No calendário civil o ano novo é dia 1º de janeiro). O advento sempre antecede o Natal e se constitui num tempo bom; tempo de esperança; tempo de alegria; tempo de expectativa; tempo de anunciar Boa-notícia! tempo de experimentar, no arrependimento e na conversão, a realização da promessa de Salvação.

Toda a liturgia do advento nos faz reviver valores essenciais da fé, como a alegria da espera, a vigilante, a esperança, a pobreza e a conversão.

Revivendo a longa espera do povo de Israel pelo Messias, a Igreja se prepara para o encontro com Cristo, recordando o seu nascimento histórico: o Natal.

São figuras fortes do advento: O profeta Isaías, João Batista e São José com Cristo nos braços. As celebrações são bastante sóbreas: não se canta o glória, diminui-se os enfeites e os instrumentos musicais, cessam as palmas… que ficam reservada para a explosão de alegria do dia de Natal. A cor usada é o roxo.

A experiência do Advento como experiência cristã, deve contagiar todas as esferas de nossas vidas, para se cumprir o que disse o mestre: “eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Advento Social. Não é novidade as condições de desigualdade na vida social, em nosso pais. Não é novidade, também, que as causas e sintomas dessa desigualdade são estruturais e precisam não apenas de reforma superficial mas ,sim, estrutural.

Advento na Economia. A economia brasileira parece sobreviver de números, seja para manter a ilusão da inexistência de inflação, seja para encobrir a depreciação do valor do nosso metal vil. É preciso um advento na economia! Pra derrubar os verdadeiros dragões que engolem o povo, seu mísero salário e sua esperança.

Advento na Política. É preciso um advento na política. Restabelecer a moral e a ética, libertar o bem comum, restabelecer a transparência de suas práticas, recuperar a seriedade e garantir justiça e paz.

Advento na Fé. A religião virou mercado e, Deus, mercadoria. Nunca se viu tanta religião, tantos templos e tanta Bíblia espalhados entre nós. Isso não significa o aumento da fé em Deus. É preciso um advento na fé. Desbancar os enganadores, restaurar a credibilidade da Palavra de Deus, libertar o homem das doutrinas e libertá-lo para Deus.

O advento de Jesus Cristo, como Filho do Deus vivo e como o sol nascente, coincide com a necessidade de muitos adventos. Portanto, celebrar o advento cristão, hoje é reconhecer e celebrar o advento em nossa vida, até chegar nas dores individuais: no desemprego, na falta de terra, na falta de moradia, nas cadeias e presídios, na família, no comércio, no trânsito.

O Advento de Jesus é o nosso advento!

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