“…chuvas que, em vez de dádiva da natureza, estão sendo classificadas como grave ameaça…”
O povo brasileiro está entre os mais estressados do mundo, na desonrosa 4ª colocação no ranking global de 2024 do Instituto Ipsos, com 42% da população relatando níveis altos de estresse que afetam a rotina, atrás apenas da Suécia, que lidera a lista seguida por Turquia e Polônia.
São inúmeros os motivos que levam as pessoas à situação de estresse, presentes em abundância em todas as regiões, estados e cidades brasileiras, a começar pela sensação de insegurança que afeta todas as classes econômicas e sociais e cresce de forma exponencial e continuada pelo aumento da criminalidade.
Além do medo permanente de sair de suas casas protegidas por grades e alarmes, de frequentar determinados bairros, de usar transporte público ou simplesmente passear em parques e jardins, muitos brasileiros enfrentam o estresse financeiro das contas elevadas, da falta de assistência médica e de moradia adequada, grande parte pagando aluguel incompatível com a renda.
Somado a todos os inconvenientes citados, uma nova ameaça paira sobre a vida de grande parte da população, representada pelas chuvas cada vez mais rápidas, intensas, ameaçadoras e fatais para grande número de vítimas.
A cada tempo nublado e diante de cada trovão que anuncia as grandes tempestades, milhões de pessoas entram em pânico, perdem noites de sono pelo receio de enchentes ou sofrem com pensamentos intrusivos devido à ausência de familiares que estão no trabalho ou em dia de lazer.
Moradores de áreas de risco, em cidades grandes e também em pequenas cidades, e até mesmo de áreas rurais, já experimentam o receio da simples formação de chuvas que, em vez de dádiva da natureza, estão sendo classificadas como grave ameaça para aqueles que temem pela segurança da própria vida, de familiares e amigos.
Cidades mal planejadas, bairros abertos de forma irregular, falta de fiscalização na ocupação de áreas de risco e ruas e calçadas sem esgotamento ou áreas de infiltração pluvial são as causas principais dos seguidos desastres das chuvas cada vez mais intensas.
A soma de motivos para preocupação, que se inicia com a simples saída de casa para trabalhar, ou mesmo com a permanência na moradia insegura, é que leva grande parte do povo ao receio e à sensação de abandono do Estado Brasileiro que muito cobra em impostos e pouco retribui em serviços, a ponto de transformar a simples chuva em motivo de medo e terror.
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