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Embora a variante Ôpemicron tenha a reputação de causar uma forma muito mais leve da Covid-19, os médicos começam a perceber que há algo que parece ser exclusivo dessa variante. “Estávamos atendendo mais pacientes positivos à Covid-19 com laringotraqueobronquite (ou crupe), algo que não havíamos observado durante as fases anteriores de surtos da Covid-19”, explicou Ashley Keilman, especialista em medicina de emergência pediátrica de Seattle Children’s Hospital, nos Estados Unidos.

O fenômenos não é apenas de Seattle. Pediatras americanos estão percebendo um aumento no número de casos de crupe, uma doença frequentemente causada por vírus respiratórios do parainfluenza. O crupe é uma inflamação da traqueia e da laringe normalmente causada por uma infecção viral contagiosa que causa tosse, estridor (um som estridente e alto ao respirar) e, às vezes, dificuldade para inspirar. Ou seja, as vias aéreas superiores ficam inflamadas, dificultando a respiração. Como as crianças têm vias aéreas menores que os adultos, é mais comum entre os pequenos.

Em alguns casos, os sintomas podem desaparecer após cerca de cinco dias. Mas para outras crianças, os sintomas não desaparecem apenas com tratamentos caseiros.

Um estudo de pré-impressão – o que significa que não foi revisto por pares ou publicado num jornal – descobriu que os pacientes infectados com Ômicron são muito mais propensos a pegar esta doença: 2,8% dos casos de crupe deram positivo durante a Delta, contra 48,2% durante a Ômicron.

“A Ômicron provou ser uma doença respiratória superior e uma doença nas vias aéreas superiores, em vez das vias aéreas inferiores nos pulmões. O que estamos vendo são infecções virais, a crupe é grave e coloca as crianças nos cuidados intensivos regularmente”, apontou Indi Trehan, coautor do estudo e médico assistente em doenças infecciosas e virologia e medicina de emergência no Seattle Children’s. “Qualquer pai lhe dirá, é uma das coisas mais assustadoras, ver o seu filho não conseguir respirar”, acrescentou. “Portanto, este sinal precoce de altas taxas de crupe com Ômicron é bastante preocupante.”

FONTE: ISTOÉ DINHEIRO

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