O homem suspeito de espancar e matar o enteado, Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, morreu após ser baleado em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Conforme apurado pelo g1, Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, conhecido como “Fuzil”, chegou a ser socorrido e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia, mas a ambulância foi abordada e ele foi alvejado novamente.
Arthur morreu após dar entrada em uma UPA em Cubatão, na sexta-feira (01/05), com lesões compatíveis com maus-tratos. Segundo a polícia, o menino chegou em parada cardiorrespiratória e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação. O caso segue em investigação.
Segundo a Polícia Civil, no sábado (02/05), Luan estava no bairro Ribeirópolis quando foi atingido por um tiro no braço. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas, durante o atendimento, ainda dentro da ambulância, um homem se aproximou, forçou a abertura das portas e efetuou novos disparos contra a vítima. O autor fugiu em seguida.
Entenda o caso
Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com diversas lesões em Cubatão. De acordo com o boletim de ocorrência, os ferimentos eram compatíveis com maus-tratos.
O garoto chegou em parada cardiorrespiratória na unidade de saúde, no bairro Jardim Casqueiro, na noite de sexta-feira (01/05). Em nota, a Secretaria de Saúde de Cubatão informou que o paciente deu entrada vindo de São Vicente e os médicos tentaram a reanimação, mas a vítima não resistiu e teve a morte constatada no local.
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Arthur Kenay Andrade De Oliveira morreu aos 8 anos — Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo o registro policial, durante o atendimento, a equipe médica identificou lesões de unha no pescoço e lábio do menino, além de hematomas e manchas roxas em áreas como abdômen, tórax, dorso, membros inferiores e nádegas, compatíveis com indícios de maus-tratos. Sendo assim, a Polícia Militar (PM) foi acionada.
Inicialmente, a mãe disse que levou o filho para a UPA em um carro de aplicativo, pois encontrou o menino caído no banheiro da casa após ter ido tomar banho a pedido do padrasto, enquanto ela cochilava.
Durante o registro do caso na delegacia, a mulher apresentou uma nova versão sobre o caso. Desta vez, ela disse que estava em um salão de beleza fazendo cílios quando o companheiro chegou e disse que o filho dela estava desfalecido no carro.
Segundo o relato, o casal levou a criança até a UPA de Cubatão e, durante o trajeto, a mulher questionou o que havia acontecido, mas o homem não respondeu.
Após deixar o menino na UPA, ‘Fuzil’ chegou a retornar para casa para buscar os documentos da mãe, mas deixou a documentação com a irmã dela e não apareceu mais. Segundo a mulher, o companheiro parou de responder as mensagens.
Uma testemunha, dona do salão onde a mãe de Arthur estava, confirmou a versão durante depoimento na Delegacia de São Vicente.
Investigação
O caso foi registrado na Delegacia de Cubatão e, no mesmo dia, encaminhado para investigação em São Vicente. Na ocasião, a equipe ouviu a mãe e a testemunha, além de reunir imagens de monitoramento do prédio onde a vítima morava.
Segundo a Polícia Civil, a análise das imagens das câmeras e os depoimentos reforçaram a segunda versão apresentada pela mãe. Isso porque foi possível ver que a mãe havia saído do imóvel horas antes do padrasto deixar o apartamento com a criança nos braços.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga a morte do menino, que deu entrada com ferimentos graves na UPA do Jardim Casqueiro.
“A residência foi periciada e imagens de câmeras de segurança foram apreendidas. O caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Polícia de Cubatão. As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias do crime e localizar o suspeito”.
Fonte: g1













