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Palmital anuncia medidas e define estratégias para enfrentamento ao coronavírus
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A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Palmital realizou na tarde de segunda-feira (16/03) uma reunião para tratar do enfrentamento ao coronavírus (Covid-19) e as estratégias o trabalho nas unidades básicas e na Santa Casa de Misericórdia. A iniciativa segue as recomendações do governo estadual, que anunciou uma série de medidas para conter o avanço da doença, e evitar que haja o comprometimento à saúde da população. Atualmente o município não tem nenhum registro da doença, mas um caso suspeito em Ibirarema gerou a situação de alerta na administração palmitalense.

 

A reunião foi realizada no salão da Secretaria de Educação e foi conduzida pela secretária de Saúde Daniele Andrade dos Santos e pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica Lucéia Sartori. O prefeito José Roberto Ronqui também esteve no evento, juntamente com médicos, enfermeiros, dentistas e outros profissionais que atuam nos núcleos do programa Estratégia Saúde da Família, no Centro de Saúde e na Santa Casa de Misericórdia de Palmital.

 

Daniele abriu os trabalhos falando das ações iniciais estabelecidas em reunião ocorrida no gabinete da Prefeitura pela manhã, incluindo a suspensão das aulas na rede municipal a partir do dia 23, além da paralização de projeto e do fechamento dos CCIs por 60 dias. Ela também anunciou a recomendação às entidades para evitar concentrações de público, incluindo com o adiamento a Festa do Peão Boiadeiro, que está marcada para ocorrer quando está previsto o pico da epidemia no país.

 

A secretária de saúde informou que houve contato da Fehosp para estudo da viabilidade da utilização de todos os 57 leitos da Santa Casa para atender pacientes com coronavírus, com equipamentos fornecidos pela instituição estadual. Os participantes também puderam apresentar questões e informações sobre os trabalhos já realizados nas unidades de saúde pública em Palmital. Daniele destacou ainda que os cuidados especiais são para idosos e crianças, além de pessoas com baixa imunidade.

INFECTOLOGISTA – A infectologista Débora Baraldo falou sobre as características do vírus, que é de fácil disseminação e tem como consequências o comprometimento das vias aéreas, causando insuficiência respiratória. A médica orientou para a elaboração de protocolos de atendimentos aos casos suspeitos e aos pacientes com a doença a serem seguido pelas unidades básicas, Pronto-Socorro e Santa Casa. Ela fez também um alerta para o aumento dos casos de gripe H1N1, que já fez várias vítimas na região.

 

A médica destacou a necessidade da Prefeitura reforçar a divulgação de informações para a prevenção da doença, bem como orientar as pessoas a saber quando e onde procurar ajuda caso tenha sintomas da enfermidade. Os sintomáticos, ressaltou, devem procurar inicialmente uma unidade básica. A infectologista ressaltou ainda a importância do cancelamento de todos os públicos e particulares, bem como orientou que pessoas evitem viajar para São Paulo ou para cidades, estados e países que tenham casos da doença.

 

De acordo com Débora Baraldo, é preferível que as pessoas evitem aglomerações e priorizem ficar em casa nas próximas duas ou três semanas, para contribuir com a contenção de uma eventual transmissão. Segundo a médica, se a pessoas está com gripe ou resfriado é melhor que fique em sua residência. Contudo, caso os problemas respiratórios se intensifiquem, é importante que o paciente compareça a uma unidade básica para receber atendimento.

 

ATENDIMENTO – Devido à facilidade de transmissão da doença, a infectologista fez alerta para que os profissionais de saúde adotem os procedimentos corretos e utilizem todos os equipamentos para a proteção individual contra o coronavírus. Enfatizou também a disponibilização de máscaras e álcool em gel nas entradas das unidades de saúde para evitar riscos no atendimento às pessoas com sintomas do coronavírus. Ela fez ainda orientações sobre o monitoramento domiciliar de pessoas em isolamento social e cuidados para pacientes nos procedimentos clínicos.

 

VÍRUS – Segundo a infectologista, o vírus chega a resistir até três dias no ambiente e tem tempo de incubação de 2 a 14 dias nos seres humanos. A médica disse que não há medicamento específico contra a doença e informou que o tratamento está baseado no suporte aos sintomas para evitar o agravamento dos problemas respiratórios. Ela disse que a letalidade está muito ligada à condição de imunidade da pessoa, afetando mais os idosos, as crianças e os doentes crônicos. Conduto, destacou que há mortes de que pessoas saudáveis e jovens por terem contato com uma alta carga viral durante o período de contaminação.

 

CONFIRA COMUNICADO OFICIAL DA PREFEITURA

 

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