Palmital teve um início de semana com temperaturas em elevação e um clima muito seco, causando transtornos devido à poeira, aumento do perigo de queimadas e riscos à saúde da população. O atual panorama climático, que se equipara às das áreas desérticas, está com temperaturas máximas acima dos 30° C e índices de umidade relativa do ar abaixo dos 20%.
A tarde desta quarta-feira já começou muito seca e quente, com 19,4% de umidade do ar às 13 horas e uma temperatura de 34,1° C, conforme monitoramento do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), que mantém uma estação automática no Horto Florestal Estadual de Palmital, nas proximidades do Distrito de Sussuí.
Diante da condição climática de risco, a Defesa Civil Estadual emitiu via SMS com alerta sobre a baixa umidade em Palmital. Segundo a mensagem de texto, recebida pela reportagem o JC às 12h57, o ar muito seco causa perigo de problemas de saúde. “Hidrate-se. Evite exercícios físicos ao ar livre”, diz trecho do aviso.
Às 14 horas, quando da conclusão deste texto, a umidade havia caído para 17,3% e a temperatura subiu para 34,6° C. A tendência, conforme os serviços de meteorologia, é de que o clima se mantenha quente e seco nos próximos dias.
O ambiente que se mostra comparável às áreas de deserto acentua a poeira nas estradas vicinais e eleva os riscos de queimadas em áreas rurais. Ele também acentua os problemas respiratórios e alérgicos na população por causa das partículas em suspensão no ar.
No inverno é comum que a umidade relativa do ar caia abaixo dos 30%. Algo preocupante, quando se sabe que o ideal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é que ela varie entre 50% e 80%. É por isso que, quando os níveis comparáveis aos de desertos, entre 20% e 30%, as regiões entram em estado de atenção.













