Pedágios da Cart, que mantém praças em Palmital e região, estão entre os mais caros do Brasil

Valor pago pelos usuários no trecho entre Palmital e a rodovia Castelo Branco ultrapassa a média nacional

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O reajuste das tarifas dos pedágios cobrados pela Cart – Concessionária Auto Raposo Tavares -, autorizado pela Artesp e que passou a vigorar no último 1º de julho, mantém os valores de três rodovias paulistas, a Raposo Tavares, a Orlando Quagliato e a Engenheiro João Baptista Cabral Rennó, que ligam Bauru a Presidente Epitácio, entre os mais elevados do Brasil no cálculo por quilômetro rodado.

Desde a data dos últimos reajustes, a maior tarifa de valor absoluto do país é a do Sistema Anchieta-Imigrantes, entre São Paulo e o Litoral Paulista, que custa R$ 40,60 para os automóveis. No caso, trata-se de tarifa fracionada, cobrada em pórticos de free flow, de fluxo livre, a R$ 20,30 para cada sentido do trecho.

Entretanto, no cálculo de custo por quilômetro rodado, os trechos mais caros são os que mantém praças de cobrança mais próximas entre elas, ou os trechos de concessão mais curtos, como é o caso da Cart, que opera 444 quilômetros em três rodovias. Nessas condições estão as rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, com médias que superam R$ 24,00 para cada 100 quilômetros rodados.

Como exemplo do custo elevado dos pedágios na região, apenas nos 100 quilômetros entre Palmital e o final da rodovia Castelo Branco, em três trechos de rodovias sob concessão da Cart, o motorista é obrigado a desembolsar R$ 34,00 divididos entre as praças de cobrança de Palmital, a R$ 12,80; de Ourinhos, R$ 10,80; e de Santa Cruz do Rio Pardo, a R$ 10,40.

Sem padronização de preço de tarifa de pedágio no pais, a média cobrada em pista dupla varia entre de R$ 0,14 e R$ 0,17 por quilômetro rodado. No trecho calculado entre Palmital, na rodovia Raposo Tavares, e o início da rodovia Castelo Branco, o custo é de R$ 0,34 por quilômetro rodado.

A título de comparação, nos cerca de 130 quilômetros entre a divisa com o Paraná e a cidade de Marília, pela rodovia SP-333, operada pela concessionária Entrevias, o motorista paga R$ 14,40 no pedágio de Florínea e R$ 11,80 na praça de Echaporã, que totalizam R$ 26,20 e correspondem a R$ 0,20 por quilômetro rodado, o que pode indicar falta de critério no estabelecimento dos valores ou da remuneração das empresas concessionárias.

Os reajustes anuais nas tarifas do chamado Corredor Raposo Tavares, administrado pela Cart, são aplicados desde o início da concessão, em março de 2009, sem qualquer revisão favorável aos usuários, considerando que grande parte dos investimentos obrigatórios já foram cumpridos e que existe aumento constante no tráfego e, consequentemente, também na arrecadação da concessionária, que continua usando a mesma infraestrutura.

MAIS BARATOS – Os pedágios mais baratos do Brasil são os que utilizam o sistema eletrônico de cobrança proporcional à distância percorrida, denominados free flow, ou ponto a ponto, pelos quais os valores são calculados pelo quilômetro rodado. O sistema eletrônico está em expansão nas rodovias federais, administradas pela ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre -, onde as tarifas pelo sistema eletrônico são calculadas de acordo com o trecho percorrido e, para os usuários de tag, são oferecidos descontos de 5% na tarifa base, que diminui conforme a frequência do usuário em cada mês.

No Estado de São Paulo, sob administração da Artesp – Agência Reguladora dos Transportes de São Paulo -, nos trechos de concessões recentes, como nos inícios das rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, as tarifas são padronizadas e o valor pago pelo usuário representa o trecho rodado.

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Cláudio Pissolito

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