Medida foi cumprida mais de um mês após acidente em Paulistânia (SP) depois que a Justiça aceitou pedido do MP; imagens mostram quatro pessoas atingidas e mulher rolando embaixo do carro.
A Justiça aceitou representação do Ministério Público (MP) e determinou que a Polícia Civil fizesse nesta terça-feira (21) a apreensão do adolescente de 17 anos suspeito de atropelar um grupo de pessoas em Paulistânia (SP) no mês passado.
O jovem foi apreendido em Cabrália Paulista, onde mora com a família, e encaminhado para a Fundação Casa de Bauru (SP).
O acidente aconteceu na madrugada do último dia 15 de maio, na Avenida Francisco Hidalgo, e foi registrado por câmeras de segurança.
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Os quatro jovens atingidos, todos moradores de Tejupá (SP), voltavam de um rodeio e foram atingidos pelo carro enquanto esperavam próximo a um trailer de lanches. Uma das vítimas foi arrastada pelo carro e teve ferimentos graves.
Após o atropelamento, as vítimas foram socorridas e levadas para o Pronto-Socorro Central de Bauru. A jovem de 20 anos que teve ferimentos graves foi transferida para o Hospital de Base de Bauru e precisou fazer uma cirurgia, mas passa bem.
Na época, o adolescente fugiu do local sem prestar socorro, mas logo depois ele e o veículo foram localizados pela PM em uma estrada rural, no sentido a Cabrália Paulista (SP).
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Dias depois, as vítimas foram ouvidas pela Polícia Civil e os depoimentos apontaram que o atropelamento pode ter sido intencional. Isso porque, segundo as vítimas, momentos antes houve uma briga no rodeio em que estavam e o adolescente pode ter achado que o grupo estava envolvido na confusão.
O adolescente foi ouvido na delegacia de Cabrália Paulista na semana seguinte ao atropelamento afirmou que não viu as quatro vítimas atingidas porque “estava desembaçando o vidro do carro”.
O pai e a mãe do menor também foram ouvidos e disseram que o filho pegou as chaves do carro sem autorização de ambos.
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Segundo a delegada responsável pelo caso, Priscila Bianchini, o adolescente também justificou o fato dele ter fugido do local do acidente sem prestar socorro porque teria ficado com medo de ser linchado pelas pessoas que viram o atropelamento.
Priscila Bianchini disse que, por ser menor de idade, o motorista responde por ato infracional e que o pai do menor também pode responder caso fique provado que ele tenha entregado o veículo para pessoa não habilitada.
À época do acidente, a delegada chegou a admitir que, dependendo dos rumos das investigações, a tipificação do delito poderia mudar de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor para tentativa de homicídio.
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Segundo a delegada, o inquérito do ato infracional foi concluído com o jovem de 17 anos indiciado por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, fuga do local do acidente e por dirigir sem habilitação.
O caso agora está com a Vara da Infância e Adolescência de Agudos (SP). Consultado, o MP ainda não informou por qual motivo representou pela apreensão do adolescente.
‘Milagre’ e ‘punição’
Segundo uma das vítimas, que teve ferimentos leves, ela e os amigos foram até a cidade para participar da festa em Paulistânia e foram atingidos quando pararam para comprar um lanche em um trailer que fica na avenida na saída do recinto. A vítima afirmou que todos sobreviveram por um milagre.
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Já a estudante Taynara Correa de Goes, de 20 anos, que sofreu os ferimentos mais graves, afirmou à reportagem que não guarda mágoas do episódio, mas pede punição ao adolescente que dirigia o carro.
A jovem, que sofreu fraturas na perna e na clavícula, ficou internada em estado grave durante uma semana no Hospital de Base de Bauru (SP), onde passou por cirurgia, e recebeu alta cerca de uma semana depois do acidente para se recuperar em sua casa, em Tejupá.
Fonte: G1













