Polícia Comunitária

“…restauração da confiança plena do cidadão nas polícias é a forma mais efetiva de se alcançar o respeito mútuo…”

Em tempos de aumento exponencial da criminalidade, que só cresceu nas últimas décadas, a cobrança pela reversão dos indicadores de furtos, roubos, golpes e violência recaem sobre as Polícias, principalmente a Militar, que tem função preventiva e ostensiva e, consequentemente, mais visibilidade e contato com a população.

Entretanto, o que se percebe é a redução dos efetivos em comparação às populações e ao número de crimes, mesmo com a maior disponibilidade de recursos materiais, como viaturas, armas e coletes, o que indica o descompasso nas prioridades do investimento em segurança.

Para tornar as polícias de fato comprometidas e efetivas é preciso valorizar os agentes com salários dignos, aumentar as exigências para a seleção, oferecer melhor treinamento e, necessariamente, integrar as forças policiais com as comunidade que atendem para a criação de vínculos sociais que certamente podem garantir mais segurança e tranquilidade a ambas as partes.

Uma das formas de tornar o policiamento parte integrante dos grupos sociais é a priorização do conceito de Polícia Comunitária, que permanece mais tempo atendendo determinadas áreas e cria conexões com os moradores.

A restauração da confiança plena do cidadão nas polícias é a forma mais efetiva de se alcançar o respeito mútuo baseado no conhecimento da comunidade e de suas lideranças, como forma de facilitar o trabalho e garantir mais segurança.

O conceito atual de Polícia, como meros funcionários públicos de carreira que cumprem jornadas de plantões sem conhecer o público que atendem, para em seguida atuar em serviços particulares, faz com que haja privilégios aos “patrões” e facilite a corrupção ou a cooptação dos agentes que buscam a melhoria da remuneração.

As melhores forças de segurança do mundo são aquelas mais próximas às comunidades que atendem, que conhecem os moradores, que identificam comportamentos suspeitos com mais facilidade e trocam informações com os cidadãos em elevado nível de confiança e respeito.

Para começar a almejar a reversão dos índices da criminalidade é preciso de policiais valorizados na medida da importância da atividade de risco, muito bem preparados física e psicologicamente, absolutamente integrados às comunidades, e que respeitem e sejam respeitados, para que a nobre função seja motivo de orgulho para o policial e de tranquilidade para a sociedade que o mantém.

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Cláudio Pissolito

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