Polícia identifica grupo que fez provas no lugar de candidatos em fraude no vestibular de medicina em Assis
Investigações são comandadas pela Polícia Civil em Assis
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Mandados de busca e apreensão e de prisão são cumpridos na 2ª fase da Operação Asclépio. Grupo teria movimentado R$ 5 milhões em seis meses; investigação começou em 2017, com 17 pessoas presas no ano passado.

A Polícia Civil em Assis (SP) deflagrou nesta quarta-feira (2) a segunda fase da Operação Asclépio, que investiga um esquema de venda de vagas em cursos de medicina. Segundo a polícia, o grupo cobrava até R$ 120 mil por vaga.

São cumpridos 22 mandados de busca e 12 de prisão temporária em cidades de São Paulo, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Minas Gerais.

Dinheiro, celulares, cheques e documentos foram apreendidos em Presidente Prudente na primeira fase da operação em 2019 — Foto: Stephanie Fonseca/G1
Dinheiro, celulares, cheques e documentos foram apreendidos em Presidente Prudente na primeira fase da operação em 2019

Os suspeitos identificados nesta segunda fase da operação possuem formação em curso superior de medicina, exercendo funções em postos de saúde nas cidades onde moram. Eles são suspeitos de integrar a organização criminosa especializada em fraudar vestibular de cursos de medicinas em universidades de todo o país.

Em Campina Grande (PB), uma jovem de 23 anos foi presa nesta manhã. Estudante de medicina, ela é suspeita de ter feito a prova no lugar de 15 pessoas.

As investigações começaram em 2017 após uma denúncia da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA), que foi informada pela Vunesp, empresa responsável pelo vestibular para ingresso no curso de medicina, que as impressões digitais de cinco candidatos inscritos no vestibular apresentavam inconsistências.

A partir disso, a Polícia Civil realizou, em abril de 2019, a primeira fase da operação que prendeu 17 pessoas envolvidas no esquema.

Durante as investigações, a polícia apurou que a fraude no vestibular consistiu na realização da prova por terceiras pessoas, que se identificaram como os verdadeiros candidatos, denominados pela quadrilha como “pilotos” – pessoas que faziam as provas no lugar dos candidatos.

Eles assinaram as listas de presença e as folhas de respostas, assim como tiveram coletadas suas impressões digitais e captadas suas imagens durante a realização da prova do vestibular. Com isso, os investigadores passaram a trabalhar para identificar os “pilotos”.

Dezessete pessoas foram presas por envolvimento no esquema de venda de vagas em cursos de medicina em 2019 — Foto: TV Fronteira/Reprodução
Dezessete pessoas foram presas por envolvimento no esquema de venda de vagas em cursos de medicina em 2019

Os mandados contra o grupo são cumpridos nesta quarta-feira nas cidades de São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Natal e Mossoró (RN), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB) e Montes Claros (MG).

Grupo movimentou R$ 5 milhões

O responsável por articular o esquema foi preso na primeira fase da operação, em abril de 2019.

Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram que o suspeito, que morava em Presidente Prudente, vendia as vagas para os cursos de medicina e também as transferências de alunos para outras faculdades.

Além dele, foram presas outras 16 pessoas envolvidas no esquema na primeira fase.

O valor cobrado por vaga seria de R$ 80 mil a R$ 120 mil por estudante. Segundo as investigações, a quadrilha teria movimentado R$ 5 milhões em seis meses.

A operação recebeu o nome de Asclépio, que é o deus da medicina e da cura na mitologia grega e romana. Veja abaixo a reportagem sobre a primeira fase da operação.

FONTE: G1

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