Por que 1º de abril é o Dia da Mentira?

Descubra qual é a origem do famoso 1º de abril, o Dia da Mentira, data comemorada em diversas partes do mundo com muitas brincadeiras

Nesta segunda-feira, 1º de abril, é celebrado em diversas partes do mundo o famoso Dia da Mentira, marcado pelas brincadeiras e notícias falsas feitas com amigos e familiares. Mas, você já se perguntou como surgiu essa popular tradição? A RECREIO te conta!

Origem

A teoria mais aceita é a de que tudo começou no fim do século 16, com a adoção do calendário gregoriano na Europa, que marcava o começo do ano em 1º de janeiro. Até então, o calendário juliano, que era o mais aceito, estabelecia que o início do ano coincidia com o equinócio de primavera, entre 20 e 21 de março.

No entanto, na Europa medieval, nem o calendário juliano era seguido por todos. Muitas aldeias e paróquias celebravam o ano novo na festa da Anunciação, em 25 de março. Outro esticavam o ano velho até 31 de março e só comemoravam o réveillon em 1º de abril.

A mudança gerou muita confusão e resistência por parte da população, e muitos continuaram brincando o novo ano na data antiga. Com isso, algumas pessoas passaram a ridicularizar os resistentes, enviando presentes e convites para festas que nunca existiriam.

Outra teoria

Alguns pesquisadores, no entanto, defendem que o Dia da Mentira foi originado de uma festa que já existia na Roma antiga. Trotes eram comuns nas festas populares que marcavam o equinócio de primavera. De acordo com essa teoria, a mudança do calendário teria apenas intensificado a celebração.

Fato é que essas festas se espalharam por países europeus — no Reino Unido, se tornaram o April Fool’s Day (Dia dos Bobos). Na Itália, a celebração é chamada de Pesce D’aprile e, na França, Poisson D’avril — nos dois casos, Peixe de Abril.

O Dia da Mentira chegou ao Brasil em 1848, com a publicação do jornal impresso “A Mentira”, em Minas Gerais, que tratava de assuntos sensacionalistas. Em 1º de abril, foi anunciada a morte de Dom Pedro I, conforme repercutido pelo National Geographic, desmentida no dia seguinte. Na verdade, Pedro I só faleceria muitos anos depois, em 1834, quando já havia voltado para Portugal. De qualquer forma, a brincadeira também se espalhou por aqui, e hoje é conhecida nos quatro cantos do país.

Fonte: Revista Recreio

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Cláudio Pissolito

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