Por unanimidade, Anvisa libera segundo lote de 4,8 milhões de doses da vacina Coronavac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou na sexta-feira (22/01) o uso emergencial de 4,8 milhões de dose da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Votaram a favor da liberação a relatora do tema, Meiruze Freitas, e os diretores Rômison Mota, Alex Campos e Cristiane Jourdan. O pedido foi feito pelo Instituto Butantan na última segunda-feira.

“Ressalvadas algumas incertezas, os benefícios conhecidos e potenciais da vacina superam os riscos. Entretanto a Coronavac atende aos critérios necessários de qualidade, segurança e eficácia”, disse a relatora.

Meiruze manteve o termo de compromisso firmado pelo Butantan e pela Anvisa no último domingo que prevê a entrega até dia 28 de fevereiro de dados sobre resposta imune da vacina.

O lote analisado na sexta-feira pela Anvisa difere em relação à quantidade de doses envasadas em cada frasco. Enquanto no primeiro lote, havia uma dose por frasco, neste lote há dez doses por frasco. Nesse sentido, a relatora orientou que o Programa Nacional de Imunização oriente os profissionais que aplicarão a vacina para evitar erros durante a imunização.

“(Orientamos que) o PNI alerte e oriente os profissionais de saúde que aplicarão a vacina de que cada indivíduo venha receber somente a dose exata e necessária.”

O diretor Rômison Mota acompanhou o voto da relatora.

“Considerando a missão institucional da Anvisa de promover e garantir a saúde da população E que as vacinas são as formas mais eficazes em prevenir doenças infecciosas ao redor do mundo”, justificou.

O diretor Alex Campos também votou a favor.

“Como já sabemos no ultimo domingo a Anvisa promoveu exame robusto nas questões alusivas à Coronavac”, disse. “Aspectos que acabaram de ser reforçados pela relatora.”

A diretora Cristiane Jourdan também votou pela aprovação.

“As vacinas deverão no tempo mais breve possível chegar à população brasileira por meio do Plano Nacional”, disse.

“A vacinação decorre de um pacto social necessário para que possamos alcançar o bem estar comum.”

Fonte: Jornal Extra

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