Exames foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz, informou a prefeitura; pacientes já tiveram alta médica e estão curados
A Prefeitura de Ibirarema (SP) anunciou no sábado (07/08) o registro de dois casos da variante delta do coronavírus na cidade. Os exames foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz e os pacientes já tiveram alta médica e estão curados.
A prefeitura não informou a idade das pacientes e se eles já haviam se imunizado. Estes seriam os primeiros casos da delta no Centro-Oeste Paulista que, desde março, já registrava a ocorrência de outras variantes do coronavírus.
Os dados dos pacientes foram repassados ao Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Assis, cidade de referência na região. Consultada, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que os casos de Ibirarema ainda não entraram na estimativa do Estado.
Em nota, a SES informou que as análises do Instituto Adolfo Lutz e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) identificaram 789 casos autóctones de quatro variantes em SP até 4 de agosto, sendo 3 de Beta, 42 de Alpha e 723 de Gamma.
Ainda segundo a nota, há 25 autóctones de Delta (21 da Capital, 1 em Guaratinguetá, 1 em Pindamonhangaba, 1 em Pirassununga, 1 em Santos), 3 importados (2 do navio em Santos e 1 em Pirassununga), além de outras 31 confirmações de Delta na Capital e 1 em Pirassununga em fase de investigação epidemiológica.
A data estimada e a forma de contágio dos casos em Ibirarema não foram divulgadas, mas a Prefeitura diz que os procedimentos de confirmação da variante demoraram em virtude da tramitação dos exames que foram enviados ao Instituto Adolfo Lutz, com o resultado divulgado no sábado.
O setor de Vigilância Epidemiológica municipal diz que adotou todos os procedimentos e cuidados para o isolamento das pacientes, bem como de seus familiares.
Ibirarema, município com população estimada de 7,8 mil habitantes, registra desde o início da pandemia 823 casos confirmados da Covid-19, com sete mortes. Do total de casos, 796 moradores estão curados.
MAIS TRANSMISSÍVEL
Estudos recentes vêm apontando que essa nova versão do coronavírus é muito mais transmissível, mas um relatório interno vazado do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos EUA, chegou a novas constatações que preocupam as autoridades de saúde em todo o mundo.
O documento mostrou que a delta se espalha muito mais rápido, tem maior probabilidade de infectar vacinados e pode desencadear doenças mais graves nos não vacinados em comparação com todas as outras variantes de coronavírus conhecidas.
Fonte: G1














