O homem identificado como Rudney Gomes, que atropelou e matou a turista Thalita Danielle Hoshino em uma praia de Itanhaém (SP), foi detido no sábado (29/03) em Praia Grande.
Ele teve a prisão decretada pela Justiça e, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária para ficar “à disposição do Poder Judiciário”. Investigações apontam a suspeita de que ele participava de uma corrida clandestina na orla quando atingiu a ciclista.
O acidente ocorreu no último domingo, momento em que Thalita passeava de bicicleta pela faixa de areia. “Ela sofreu um traumatismo craniano e chegou a ser socorrida”, afirmaram autoridades locais.
Contudo, a turista não resistiu aos ferimentos e morreu na terça-feira. Testemunhas relataram que o condutor da charrete “trafegava em alta velocidade”, apesar de a defesa de Rudney sustentar que ele fazia apenas um “passeio familiar” e que teria prestado assistência à vítima após o atropelamento.
Moradores da região onde aconteceu o incidente comentaram que “não é a primeira vez que um acidente acontece” no trecho de praia que abrange as regiões de Gaivota (Itanhaém) e Taninguá (Peruíbe).
Segundo relatos, o local é usado há cerca de dez anos para a realização de “exibições e disputas de cavalos”. Estas atividades vêm sendo investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF) desde 2019, após denúncias de que as cavalgadas, frequentemente, violam regras de proteção ambiental e colocam em risco a segurança de banhistas.
A morte de Thalita trouxe ainda mais urgência às apurações do MPF, que analisam possíveis “rachas” de charretes ao longo da costa, incluindo apostas e corridas conhecidas como “biga romana”. O Conselho Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal de Peruíbe (Combem) também acompanhava as denúncias, alertando para o desrespeito às áreas de preservação e ao bem-estar dos animais envolvidos nessas disputas.
Fonte: DCM