Primeira morte suspeita de gripe é registrada em Paraguaçu
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Nesta quinta-feira (23), foi registrada a morte de de uma mulher de 65 anos, cujo nome não foi divulgado, que não tomou a vacina contra a gripe e que estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital de Caridade de Paraguaçu, suspeita por gripe H1N1, de acordo com a informação do Departamento de Saúde.

O caso está sendo tratado pelo Departamento de Saúde, conforme informação da Vigilância Epidemiológica, que reforça o alerta de prevenção.

“Chamo a atenção, principalmente, para a importância da vacinação em crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos e gestantes. Esse grupo é considerado prioritário, pois é formado de pessoas mais vulneráveis e que correm maior risco de óbito se contraírem a gripe H1N1 e não estiverem vacinadas”, disse a coordenadora do setor de Vigilância Epidemiológica do Departamento de Saúde, Gisele Oliveira.

Longe da meta

A uma semana após o fim da campanha já que a vacinação segue até o dia 31 de maio, apenas 68% do público-alvo se vacinou contra a gripe em todo o país. 

Em Paraguaçu Paulista foram vacinados 78% do público-alvo, sendo que a meta é 90%. Desse percentual, os que se vacinaram até agora está assim: crianças são 54%; gestante 68%; idosos 74%; trabalhadores da Saúde 117%; professores 106%; crônicos 64%; e puérperas 84%. 

Na região, o índice também não é dos melhores: 65%. E no estado de São Paulo, 62% do público-alvo foram vacinados. Todos os dados são do Ministério da Saúde e estão atualizados até o último dia 23 de maio. 

A Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza, que teve início no dia 10 de abril, continua até o fim da próxima semana, no dia 31 de maio. “A vacina está disponível de graça nas unidades de saúde de todo município. Para diminuir a circulação do vírus é preciso que todas as pessoas que fazem parte do público prioritário da campanha se vacinem. A vacina é a forma mais eficaz de evitar a doença”, afirmou a diretora de Saúde de Paraguaçu Paulista, Cristiane Bonfim. 

O H1N1 é um subtipo da influenza, agente causador da gripe. O vírus é dividido em tipos e subtipos. As letras (A e B, por exemplo) referem-se ao tipo, já as formas (H3N2, H1N1) são subtipos. Segundo o Ministério da Saúde, todos são igualmente preocupantes, sem uma maior letalidade em nenhum deles. 

O público-alvo para vacinação contra a gripe é composto por: 
– Pessoas com 60 anos ou mais 
– Mulheres com até 45 dias do parto 
– Trabalhadores da área da saúde 
– Professores de escolas públicas e privadas 
– Povos indígenas 
– Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais 
– Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade em medida socioeducativa 
– População privada de liberdade 
– Servidores do sistema prisional 

A escolha do público prioritário no Brasil segue recomendação da Organização Mundial da Saúde 
(OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do 
comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. 
São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

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