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GUERRA DAS ÁRVORES

A erradicação de árvores de grande porte na Praça Henrique Pyles, acima da passagem da Rua Duque de Caxias, causou polêmica nas redes sociais, com muitos se manifestando contra a medida. A explicação é que o espaço será usado para estacionamento de uma nova praça, mas com estudos e cálculos as árvores poderiam ser mantidas para garantir a sagrada sombra. Sem as plantas, os automóveis irão torrar no sol escaldante do verão municipal.

CRAVO E FERRADURA

Entre as postagens, existem os interessados na preservação de árvores como defesa ambiental e também os que se aproveitam para manifestação política. Afinal, a cerca de 15 anos houve uma grande devastação no Pátio da Fepasa, onde agora existe uma praça com poucas árvores, apenas para realizar a Festa do Peão no centro da cidade. As muitas árvores erradicadas naquele espaço poderiam integrar o paisagismo da praça, que ainda está pelada.  

PEDIDO PELA CULATRA

Em Indicação apresentada na sessão de segunda-feira à noite da Câmara Municipal, o vereador Marquinho Tortinho solicitou a remodelação e a instalação de bancos na mesma praça. A terça-feira amanheceu com o ruído das motosserras que causaram a indignação de muitos, sugerindo que o vereador sabia da obra ou teve seu pedido atendido de imediato. Seja como for, o requerimento saiu pela culatra, pois em vez de elogios, vieram críticas. Ninguém pode com o Face.

RAÍZES E TRONCOS

O fato é que a manutenção da arborização urbana não é tarefa fácil e as plantas têm a vida útil ameaçada quando passam a destruir pisos com as raízes ou têm troncos e galhos que podem desabar. Para equacionar, só mesmo um projeto bem elaborado com o plantio de espécies adequadas, um pacto de proteção às arvores, pois muitos moradores se incomodam até com as folhas, e a adoção das plantas pela população. Muitos que reclamam não plantam árvores.   

MENOS ÁRVORES

Há cerca de 20 anos, uma grande polêmica foi criada, mesmo sem o Facebook, devido à erradicação das seringueiras gigantes da Praça da Matriz, uma em frente ao banco Santander e outra em frente ao Bradesco. Na época, a alegação foi a queda de um galho que poderia ter atingido pessoas na praça, mas ninguém pensou em fazer escoras e deixá-los crescer. O maior cajueiro do mundo, atração turística em Parnamirin, na região de Natal (RN), sobrevive escorado.

MEIOS & FORMAS

As formas de proteção ambiental estão se modificando graças à democratização das redes sociais da internet. Nos anos de 1980, o engenheiro civil e ambiental Horus Magalhães chegou a subir numa árvore, da espécie Ipê, em protesto contra a erradicação das arvores plantadas em gestão anterior. Agora, basta um aparelho celular e uma conta no Facebook para fazer ruído maior que o da motosserra que ameaça os troncos mais grossos. São protestos virtuais.

FIM DA LINHA

Quem sonhava um dia ver restabelecidas as atividades da estrada de ferro na região, já pode esquecer essa remota possibilidade que ainda acalenta a esperança de alguns. O abandono foi vergonhoso, provavelmente proposital da concessionária, quando o patrimônio começou a sofrer com o vandalismo e o furto indiscriminado e impune. Depois da fiação e dos postes, agora até os trilhos estão sendo levados. É o verdadeiro fim da linha para os saudosistas e sonhadores.

 VIA EXPRESSA

Como até o sonho de criar uma linha de trem turístico e para transporte de passageiros, entre Assis e Ourinhos, não será possível realizar, resta às Prefeituras da região ocupar as áreas dos trilhos e construir vias expressas. Em Palmital, por exemplo, é possível abrir uma avenida que ultrapasse a rodovia Nelson Leopoldino pelo viaduto da ferrovia e iniciar a urbanização daquela região próxima à Coopermota. Assis já está usando trecho da linha férrea como corredor de ônibus.

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