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Festeiros Maria José e Pê Mariano organizam a tradicional festa na Água da Espanholada, com a distribuição de toneladas de alimentos; programação religiosa começa às 9 horas

 

Grande público é esperado hoje na Fazenda São Joaquim, na Água da Espanholada, para a 64ª edição da Festa de Santos Reis de Palmital. O evento folclórico-religioso, que tem tradição de mais de 80 anos no município e é um dos maiores do gênero no país, é realizado com apoio da Prefeitura, da Associação de Manutenção das Tradições Culturais de Palmital e do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura. Este ano, a organização está sob responsabilidade dos festeiros Maria José e Valter Benedito de Oliveira, o Pê Mariano.

A festa é realizada em grande estrutura montada na Fazenda São Joaquim, em recinto cercado de alambrados e com aproximadamente 2,5 mil metros quadrados cobertos por tendas para alimentação, abrigo e serviços prestados aos visitantes. As instalações, às margens da vicinal João Izidoro Leandro, também possui estacionamento externo, banheiros químicos e áreas para descanso do público.

O banquete de Santos Reis é preparado por um batalhão de voluntários que trabalhou durante toda a semana na cozinha com cerca de mil metros quadrados para preparar aproximadamente 15 toneladas de alimentos. O cardápio típico da culinária rural inclui lombo recheado, leitoa frita, torresmo, frango à passarinho e carne com costela, que são acompanhados por arroz, virado de feijão e macarrão ao molho de tomate.

Os trabalhos devem mobilizar aproximadamente 300 voluntários divididos na área de produção das refeições e para servir os visitantes. Diz a tradição da comemoração religiosa que, quem come a comida da festa, tem as bênçãos de Santos Reis e a fartura para o resto do ano. A comida começa a ser servida por volta das 10 horas, logo após a missa que abrirá a programação religiosa do evento.

A partir das 13 horas, acontece o encontro das bandeiras, considerado o ponto alto da festa. A cerimônia, que inclui a passagem das companhias pelos arcos, é marcada por cânticos de louvor ao Menino Jesus e à Sagrada Família. Depois do ritual, os grupos fazem apresentações entoando a adoração ao presépio, que representa o surgimento de Cristo e a devoção dos Reis Magos que peregrinaram do oriente para presentear o Menino Deus nascido em uma manjedoura em Belém.

 

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