Seminário discute deficiência e autismo na Etec de Palmital
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Evento foi realizado pela Apae para conscientizar população e melhorar o atendimento; profissionais da região participaram das atividades

 

A Apae de Palmital, que mantém a escola especial Afonso Negrão, realizou na manhã de quarta-feira o 1° Seminário de Conscientização à Deficiência Intelectual Múltipla e Autismo. O evento, realizado no auditório da escola técnica Mário Antônio Verza (Centro Paula Souza), foi realizado em comemoração à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência e reuniu representantes de entidades e órgãos públicos da cidade e de 20 municípios paulistas e do Norte do Paraná. O objetivo foi a reflexão sobre questões voltadas à igualdade e à inclusão.

O encontro foi aberto com a presença do prefeito José Roberto Ronqui, do presidente da Câmara Francisco de Souza, do diretor financeiro da entidade, Raul Fragoso, que representou o presidente José Moleiro Toral, e da diretora da Etec, Ângela Ronqui, além de vereadores, representantes de entidades e convidados. Após ato cívico e discursos dos representantes das instituições, foram iniciados os trabalhos. 

A primeira palestra foi proferida pelo psiquiatra Alexandre Taura, que atende em entidades da região e abordou o tema “Inteligência: o que é, quem tem e quem não tem?”. Em seguida, a palestra da doutora Eliana Albonette, assistente social e professora universitária, discutiu “Políticas públicas e direitos da pessoa com deficiência”.

O encerramento foi feito com o programador digital Willian Chimura com o tema “Autismo sob a perspectiva de um autista – vivências, ativismo e pesquisa científica”. O jovem foi aluno da Etec de Palmital e faz mestrado em Informática para Educação no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRGS), onde desenvolve pesquisas sobre o uso da tecnologia para facilitar a vida dos deficientes. Ele foi diagnosticado com síndrome de Asperger aos 23 anos e, desde então, faz vídeos no Youtube e participa de debates sobre o tema.

O assistente social Juliano de Oliveira, que idealizou o evento junto com a terapeuta ocupacional Lariane de Souza, destacou que os palestrantes focaram em conteúdo técnico e prático, a partir de experiências pessoais e profissionais, que possibilitaram o entendimento muito adequado dos temas. “O maior objetivo foi desmistificar o assunto e trazer à luz a verdade sobre o autismo e as deficiências intelectuais e múltiplas, quebrando tabus e estigmas que causam preconceito e desfavorece a inclusão”, destacou o organizador.

Juliano disse ainda que a primeira edição foi considerada como de sucesso pela relevância que ganhou, com cerca de 200 inscritos. “Tínhamos a ideia inicial de receber as famílias dos nossos alunos. Porém, houve a surpresa de que 90% dos inscritos foram profissionais de saúde, assistência social e educação envolvidos com trabalhos nas áreas da infância e adolescência”, contou. O assistente social também agradeceu o envolvimento da equipe da Apae, que foi fundamental para o sucesso do seminário.

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