Conselho tutelar retirou o adolescente de 13 anos e a irmã, que é maior de idade, da casa do PM. Procurado o Major nega o abuso e diz que foi invenção dos filhos
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afastou um major da Polícia Militar de São Carlos (SP) após uma denúncia de abuso sexual de seus dois filhos, sendo um adolescente de 13 anos e a irmã de 19 anos.
De acordo com a SSP, o Boletim de Ocorrência foi registrado na Delegacia Seccional de São Carlos. Agora, a denúncia será investigada pela promotoria. O promotor da Infância e Juventude do município, Dr. Mário José Correa, confirmou para a CBN São Carlos que uma investigação deverá apurar os fatos.
Na manhã deste sábado (4), o Conselho Tutelar esteve na casa do major para recolher dois de seus filhos, que agora estão sob os cuidados do município e devem passar por avaliação psicológica.
A SSP informou que recebeu a denúncia contra o militar e imediatamente, o Comando do Policiamento do Interior de Ribeirão Preto (CPI-3) o afastou de suas funções e designou um novo comandante para o batalhão. Agora, a Secretaria vai apurar todas as circunstâncias relacionadas aos fatos por meio de inquérito policial juntamente com a Polícia Militar.
Major nega
A equipe da CBN São Carlos conseguiu contato com o acusado, que negou. De acordo com o major, o filho adolescente estaria “rebelde de tudo, não quer seguir regras e para sair de casa inventou história, da mesma forma que a irmã mais velha fez quando queria sair de casa”, afirmou o major através de mensagens.
O major da PM também afirmou que houve excesso na atuação do conselho tutelar, que por sua vez, afirma que seguiu todos os procedimentos recomendados.
Segundo Ariane Quirino, conselheira tutelar plantonista, a própria Polícia Militar, a Guarda Municipal e a SSP acompanharam a busca de dois filhos do major.
“O Conselho Tutelar, quando há indícios de situação de risco baseado em tudo que foi posto, em todas as conversas, tudo é feito entre os cinco conselheiros visando o bem estar do adolescente, para afastá-lo da situação, até para que não tenha o depoimento prejudicado. Ninguém invadiu a casa, nós fomos até o portão e pedimos para que a esposa nos entregasse a criança, ela nos entregou, não teve invasão de domicílio, a criança foi entregue a nós na calçada, sem chorar, entrou no carro e foi conversando normalmente”, explicou.
Na manhã deste sábado (4), o comando da polícia militar esteve reunido com o major acusado para avaliar o caso.
FONTE: A Cidade ON













