Surto de ‘mão-pé-boca’ e de doença diarreica aguda atinge crianças em Ourinhos

Segundo a prefeitura, apenas no último domingo (24) a UPA da cidade atendeu 63 casos dessas doenças virais; para pediatra, ocorrência é comum nesta época do ano, mas volta às aulas potencializou contágio.

A Prefeitura de Ourinhos (SP) registrou no último final de semana um recorde de atendimento de crianças com sintomas de duas importantes síndromes virais comuns nesta época do ano, a “mão-pé-boca” e a doença diarreica aguda.

Segundo a prefeitura, apenas no último domingo (24) foram atendidas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) um total de 63 crianças com sintomas dessas síndromes virais. A procura também estaria grande nas clínicas particulares.

De acordo com o médico pediatra José Luiz de Lima, a ocorrência dessas doenças é comum nesta época do ano, mas ele acredita que o grande movimento de crianças que retomaram as aulas presenciais após tanto tempo de reclusão por causa da pandemia pode ter ajudado no contágio.

“Realmente, todo ano nesta época já era comum surgirem casos dessas síndromes, mas como as crianças ficaram em casa e voltaram todas juntas para escolas e creches o contágio aumentou”, diz o médico.

Ele explica que esses vírus intestinais e o do “mão-pé-boca” possuem transmissão semelhante, muito efetiva e que pode ocorrer até pelo cheiro, por exemplo, de uma criança que sente o cheiro de uma troca de fraldas.

“Esses vírus também se transmitem muito através de iogurtes e leites não fervidos, ou em qualquer lugar de acesso coletivo. E com crianças pequenas não usando máscaras, o vírus entra pelas narinas, chega ao intestino e provoca uma diarreia muito importante e que pode acarretar uma desidratação”, adverte o médico.

A síndrome ou doença “mão-pé-boca” acomete principalmente crianças menores de cinco anos e os principais sintomas são vômito, náuseas e diarreia, além das lesões no corpo que atingem mãos, pés e boca – por isso o nome da doença.

Para a doença, não há tratamento específico. Ela surge e desaparece, na maioria dos casos, entre cinco e sete dias contados a partir dos primeiros sintomas.

Segundo o pediatra José Luiz de Lima, o ideal é que, nesse período, os pais e responsáveis isolem as crianças e evitem levá-las à escola e a locais com grande circulação de pessoas.

FONTE: G1

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