Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo no domingo (04/10), ao derrotar Fernando Haddad (PT) pela segunda vez consecutiva em uma eleição estadual. Com 62,85% dos votos válidos, contra 36,22% de Haddad, o governador mantém o comando do estado mais populoso do país para um novo mandato. O resultado foi confirmado às 19h39, com 90% das urnas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Depois da vitória, Tarcísio afirmou: “Quero agradecer Jair Bolsonaro que me abriu as portas muito tempo a lutas e passa por sofrimento hoje. Mas o tempo da justiça está chegando.”
Em 2026, os dois repetiram a disputa de 2022, mas em uma configuração diferente. Se há quatro anos Tarcísio e Haddad precisaram avançar ao segundo turno para decidir a eleição, desta vez os dois chegaram à reta final do primeiro turno como os principais nomes da corrida, sem outro candidato com representatividade no Congresso Nacional disputando a eleição com eles. O resultado foi uma campanha de primeiro turno com características de segundo turno.
A diferença entre os dois também foi diferente de quatro anos atrás. Em 2022, Tarcísio venceu Haddad no segundo turno por 55,27% a 44,73% dos votos válidos, uma diferença de 10,54 pontos percentuais. Em 2026, a distância foi maior, de 26,63 pontos percentuais.
Tarcísio tem 51 anos, é natural do Rio de Janeiro, e foi ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro.
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Tarcísio vota em SP — Foto: Marília Barbosa/g1
Derrite e André do Prado senadores por São Paulo
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Os candidatos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), que fugiram do debate do g1 em São Paulo. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo. O resultado foi divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) às 19h30.
Com 99,99% das urnas apuradas, Derrite tinha 30,59% dos votos (13.271.916 votos) e André do Prado, 29,28% (12.701.161 votos). Já Simone Tebet (PSB) tinha 19,23% (8.342.013 votos) e Marina Silva (Rede), 18.12% (7.861.529 votos).
Desde o início da campanha, a disputa pelas duas cadeiras em jogo foi uma das mais acirradas da eleição paulista e se concentrou em dois grupos políticos.
De um lado, Derrite e Prado contavam com o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Do outro, as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), integravam a chapa do presidente Lula (PT) e do ex-ministro Fernando Haddad (PT).
As pesquisas de intenção de voto refletiram o equilíbrio da disputa. Nos cinco levantamentos da Quaest encomendados pela Globo, Derrite liderou quatro, com índices que variaram de 12% a 25%. A exceção foi a pesquisa divulgada em 8 de setembro, quando Marina apareceu na primeira colocação.
O cenário foi diferente no Datafolha. Nas quatro pesquisas realizadas pelo instituto, Marina liderou três vezes. Derrite apareceu na primeira posição apenas no levantamento divulgado no sábado (03/10), na véspera da votação.
Ao contrário da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, que teve Tarcísio na liderança com vantagem confortável nas pesquisas durante toda a campanha, a disputa pelas duas cadeiras do Senado permaneceu aberta até os últimos dias.
Enquanto Marina e Tebet buscaram vincular suas candidaturas ao governo federal e ao discurso de reconstrução da base governista no Congresso, Derrite e Prado defenderam a eleição de uma bancada alinhada ao campo conservador e crítica ao governo federal.
Pela primeira vez,o g1 também promoveu um debate com candidatos ao Senado. Participaram do evento Geraldo Rufino (Podemos) e Soninha Francine (Cidadania), além de Marina e Tebet. Enquanto Prado e Derrite haviam confirmado presença, mas, horas antes do debate, desistiram.
Fonte: g1












