Trio é condenado por matar homem a pauladas e jogá-lo em precipício durante ‘tribunal do crime’
Corpo de homem assassinado foi encontrado em penhasco
Compartilhe

Em 2016, empresário foi considerado culpado pelo grupo por estuprar uma criança e foi executado em público, segundo o TJ. Penas vão até 22 anos de reclusão.

A 9ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve o júri que condenou três pessoas por matarem um homem a pauladas e jogá-lo em um precipício em março de 2016 em Marília (SP). A decisão foi divulgada nesta terça-feira (4).

De acordo com o TJ, o grupo foi condenado por homicídio e ocultação de cadáver. As penas em 2ª instância variam entre 18 e 22 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado.

Rodrigo Maniscalco foi morto a pauladas e jogado em precipício em Marília — Foto: Arquivo pessoal

Rodrigo Maniscalco foi morto a pauladas e jogado em precipício em Marília

O TJ informou que o grupo fazia parte do “tribunal do crime”, que considerou o empresário Rodrigo Maniscalco, de 39 anos, culpado pelo suposto estupro de uma criança.

Na época, a polícia informou que o empresário foi morto com crueldade, a pauladas, pedradas e tijoladas. Depois, foi jogado em um penhasco ao lado da favela do Argolo Ferrão. 

PM encontra corpo de homem morto a pedradas por suposto estupro

PM encontra corpo de homem morto a pedradas por suposto estupro

Segundo o TJ, o desembargador Sérgio Coelho afirmou que a forma como a vítima foi executada merece maior rigor na fixação das penas, já que Rodrigo foi morto de forma cruel e em público, inclusive na presença de crianças. Ele teria sido arrastado por um longo caminho até o corpo ser jogado no precipício.

Em 2016, cinco pessoas foram presas suspeitas de participação no assassinato. Agora, três delas tiveram a condenação por homicídio e ocultação de cadáver mantida.

Sobre o suposto estupro, a polícia informou, na época, que foi realizado um laudo após registro do boletim de ocorrência que descartou o crime.

Antes do crime, a vítima já havia sido encontrada pela Polícia Militar dentro de um carro, onde estava acompanhado por quatro pessoas e alegou que foi agredido e que seria morto pelos ocupantes do veículo por causa do suposto estupro que ele teria praticado.

FONTE: G1

Compartilhe