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Banheiros públicos destruídos, bancos de praças quebrados e muito lixo depositado em locais impróprios fazem parte do cotidiano de Palmital

Jornal da Comarca Administração
Banheiro da Fepasa foi destruído e incendiado

Um dos principais desafios da administração municipal de Palmital é enfrentar o aumento exponencial do vandalismo, do furto e a deposição incorreta de lixo e entulho. Um eficiente sistema de coleta de lixo domiciliar quase diário, a obrigatoriedade do uso de caçambas em construções e o serviço de limpeza de sanitários públicos na maioria das praças não são suficientes para que os serviços sejam mantidos devido ao uso incorreto e aos ataques recorrentes contra o patrimônio público.

Segundo Paulo Tanno, diretor de obras da Prefeitura de Palmital, as dificuldades começam na manutenção da limpeza e integridade das praças públicas, pois muitas delas são usadas de forma indevida, servem para que muitos depositem lixo nos canteiros e os bancos e as luminárias são quebrados quase que diariamente. “Praticamente todos os dias constatamos bancos ou lâmpadas quebradas em nossas praças”, afirmou.

Outro desafio é a manutenção dos sanitários públicos, incluindo aqueles da região central da cidade. Os banheiros da praça próxima à Estação de trens, no pátio da ferrovia, foram destruídos essa semana, incluindo um incêndio causado por combustível espalhado em seu interior. “Aqueles sanitários, de uso da população e que servem aos comerciantes e clientes da Feira da Lua, estão inviabilizados para uso e agora deverão ser reformados”, revelou.

Os sanitários da igreja do bairro São José, que servem à população e também aos comerciantes e clientes da feira livre realizada aos domingos, também foram destruídos por vândalos que inviabilizaram o uso do equipamento público.Em outras praças, o mesmo fenômeno se repete com muita recorrência e o custo de manutenção cresce bastante. Até a fiação da Usina de Asfalto, no Horto Florestal, foi levada por ladrões, enquanto as instalações do parque também são danificadas com muita frequência.

Segundo o diretor, dos sanitários públicos são furtadas torneiras, lâmpadas e até a fiação elétrica. Em outras situações, as pias e os sanitários são quebrados ou simplesmente arrancados da parede e do piso. As portas são arrombadas e os vidros das janelas quebrados e até as ferragens são levadas. Também nas praças, a Prefeitura constata com muita constância o uso irregular dos bancos, cujos encostos servem de assento ou são destruídos pelos frequentadores.

 

 

Lixo e entulho são depositados irregularmente

Jornal da Comarca Administração
Portão do aterro sanitário foi arrombado para uso irregular do espaço

Mesmo com a manutenção de calendário fixo para coleta de lixo domiciliar, com recolhimento diário na região central da cidade, com coleta feitas as segundas, quartas e sextas feitas na região do Bairro Paraná, e as terças, quintas e sextas-feiras desde a Rua Mello Peixoto até o final da cidade pelo bairro São José, muito lixo ainda é deixado nas ruas em dias e horários diferentes, incluindo os domingos e feriados prolongados. “Deixam lixo em canteiros de praças e de avenidas ou depositam em dias diferentes da coleta, facilitando que seja espalhado por animais”, afirmou Paulo Tanno.

A obrigatoriedade do uso de caçambas em construções e para deposição de entulho de quintais também não é cumprida, pois muitos moradores descartam restos de materiais e também de vegetação em ruas e calçadas. Quando essas situações coincidem com períodos de chuvas ou de aumento dos serviços no setor, a retirada dos materiais demora mais, o que causa muito incômodo aos moradores vizinhos.

O diretor de obras informou que, além do lixo depositado em dias e locais impróprios, as margens do Anel Viário Municipal e todas as saídas da cidade estão se transformando em depósitos clandestinos. Segundo ele, recentemente foram recolhidas mais de cinco toneladas de lixo depositadas nos acostamentos de vias públicas, indicando que as pessoas usam seus automóveis para jogar materiais inservíveis em espaços públicos. “Não são apenas pessoas simples, pois muitos usam veículos de luxo para fazer uma espécie de desova de lixo”, salientou.

Até mesmo o Aterro Sanitário, que está interditado para recepção do lixo domiciliar urbano e também de entulho, sofre com ações de vandalismo e de uso irregular. Uma caçamba mantida pela Prefeitura na entrada da área não é usada corretamente e a maior parte do lixo levado por moradores é deixado pelas imediações. Recentemente, foi danificado o portão para a entrada de pessoas que, possivelmente, levaram lixo no aterro desativado.

Segundo Paulo Tanno, é muito difícil avaliar o custo dos serviços extras de manutenção de bancos, dos gramados e dos banheiros, pois não fazem parte do cronograma normal e quase sempre são feitos de forma emergencial. “Nunca sabemos o que vamos encontrar na cidade a cada manhã e também não é possível vistoriar cada praça, cada sanitário e todas as vias públicas diariamente, pois a falta de respeito e de cidadania, infelizmente, estão cada vez mais frequentes”, salientou.

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