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O velório de uma moça de 23 anos, identificada como Jéssica Lima (Foto) e declarada morta pela equipe médica de um hospital de Palmeira dos Índios (AL), na última quinta-feira (03), foi interrompido por familiares que acreditavam que ela poderia estar viva ou que iria ressuscitar. O enterro só aconteceu depois da intervenção da polícia e de um médico.

O sepultamento estava previsto para a sexta-feira (04), no cemitério do município de Delmiro Gouveia, no sertão de Alagoas, mas familiares decidiram a não continuar com o velório, que estava sendo feito na sala da residência, de onde retiraram o corpo do caixão e o acomodaram na cama de um dos quartos.

O motivo da decisão drástica da família, de interromper o velório, é que os irmãos da jovem teriam notado que o corpo ainda estava com temperatura normal, que havia mexido os dedos de uma mão e que, depois de algumas horas, não apresentava rigidez.

Segundo uma testemunha, vizinho da família, quando os irmãos vestiram a roupa na moça para o velório, perceberam que os dedos estalaram e que as mãos estavam suando. “É estranho, não é normal o corpo ainda estar quente, geralmente fica rígido, frio, quando uma pessoa morre”, concordou.

A dúvida da família começou quando foi lido o certidão de óbito, que apresentou o motivo da morte de Jéssica como causa indeterminada. O médico que fez o atendimento no hospital foi chamado pelos familiares, mas não compareceu à residência e reafirmou que a mulher estava morta.

Uma tia de Jéssica, evangélica, teria feito orações e dito que ela voltaria à vida às 7 horas deste sábado, quando então foi decidido que não haveria mais velório e que todos os familiares deveriam aguardar pelo milagre.

O mesmo vizinho disse que um médico que trabalha no município foi até a casa de Jéssica a pedido da Polícia, que foi acionada depois que a casa foi fechada pela família para que ninguém mais entrasse. Após examinar o corpo, ele confirmou que a mulher estava em óbito. Entretanto, os familiares aguardaram a chegada da perícia e se recusaram a dar continuidade ao velório e ao consequente sepultamento.

Segundo informações que circularam na imprensa nacional, Jéssica foi internada em 23 de dezembro no hospital de Delmiro Gouveia, depois de sofrer paradas cardíacas causadas pela ingestão de medicamentos do irmão. Ela teria ingerido os remédios devido a uma discussão com o marido.

Com o quadro de saúde agravado, a mulher foi transferida ao hospital de Palmeira dos Índios, onde foi constatada que havia infecção generalizada e sua morte foi confirmada na madrugada de quinta-feira, 3.

A suspensão de velório e o boato de que haveria ressurreição do corpo chamou a atenção dos moradores da cidade, que se aglomeraram na porta da casa já fechada. Devido ao tumulto, a Polícia foi acionada e o delegado Daniel Meyer convenceu a família a receber o médico Petrúcio Bandeira, que confirmou o óbito.

Mesmo contrariada, a família autorizou o sepultamento no final da tarde deste sábado, 5. O cortejo foi acompanhado por uma multidão curiosa pelo fato da família ainda acreditar na ressurreição da mulher mesmo depois de sepultada. Segundo informações, a família continuou a fazer vigília no cemitério na esperança de que haja ressurreição.

 

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