“…reacionários que defendem o próprio bolso em nome da economia…”
A frase depreciativa e injusta usada para titular este texto é um mantra repetido desde os tempos da colonização do Brasil, quando portugueses tentaram transformar índios livres em trabalhadores baratos e, diante da recusa, fizeram do país o maior importador de negros africanos escravizados.
A cultura nefasta da exploração do trabalho humano em troca da subsistência se arraigou na elite econômica nacional, que se mantem retrógrada justamente pelas facilidades da escravidão e das benesses oficiais que sepultam qualquer iniciativa de modernização e competitividade.
Passados mais de 500 anos da descoberta, incluindo três séculos do ostracismo da exploração como colônia a que fomos submetidos, a sociedade atual mantém resquícios do pensamento arcaico, ou conservador, dos anos de 1800, que privilegia os privilegiados em detrimentos aos desfavorecidos, ou subordinados.
Desde o movimento pelo fim da vergonhosa escravidão mais duradoura do planeta, qualquer iniciativa legítima de beneficiar o trabalho diante do capital se transforma em bandeira de reacionários que defendem o próprio bolso em nome da economia nacional.
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho, ou de concessão de um dia a mais de descanso a milhões de brasileiros sem vida social, familiar e de lazer, se esbarra nos mesmos argumentos dos escravizadores do século 19, dos nacionalistas dos anos de 1930 e dos patriotas atuais.
Em uníssono, apregoam mais uma grande crise econômica por conta do direito básico de qualquer humano de exercer a cidadania, a paternidade, a vida social e familiar e usufruir minimamente do resultado de seus esforços que garantem o crescimento econômico mal dividido.
As associações de classes patronais, que vivem e sobrevivem à custa das contribuições de associados que agregam os custos aos preços dos produtos, os falsos empresários viciados em subsídios públicos e até a imprensa retrógrada, que utiliza seus portfólios de comunicação para cativar saudosistas, são unânimes em classificar o trabalhador brasileiro como de baixa produtividade ou preguiçosos.
Em um país que manteve o regime escravocrata pelo maior tempo da história humana e que se tornou um dos mais corruptos do mundo, o que salva é justamente a força do trabalho que, há mais de cinco séculos, mesmo submetido aos desmandos e à incompetência de seus líderes, alçou o Brasil entre as 10 maiores economias do mundo.
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