“…o conceito do ser perfeito a partir da união do homem e da mulher…”
Componente de uma espécie animal onde predomina o machismo estrutural como produto cultural e histórico, e não como imperativo biológico natural e inalterável, a mulher é historicamente relegada à cidadã de segunda classe ou como coadjuvante nas relações sociais, familiares e de trabalho.
Não obstante às conquistas recentes, que ensejam uma nova forma de agir e reagir diante das diferenças de gênero, é o machismo estrutural, aquele arraigado desde sempre e ainda presente na sociedade moderna, agora espacial e digital, que prevalece nas relações pessoais e institucionais.
Antropólogos, biólogos e sociólogos afirmam que o humano não é naturalmente machista, embora a visão predominante permaneça nas raízes evolutivas e biológicas para determinados comportamentos que mantêm a hierarquia de gênero que garante a preferência à força física do masculino em detrimento à sensibilidade nata do feminino.
Com mais entendimento e, principalmente, sensibilidade social e observação história e do momento atual, é possível observar que os gêneros são de fato complementares não apenas no aspecto biológico e reprodutivo, mas também em questões sociais, laborais e evolutivas.
A formação de casais fixos, presente em inúmeras espécies animais, desde mamíferos a aves, pode servir de lição aos humanos que ainda buscam a separação de gênero como norma de conduta e comportamento social para eleger o homem como líder nato ou dominador das relações pessoais, familiares e de trabalho.
Mesmo com a evolução do saber, do conhecimento e da tecnologia que modifica as formas de viver e conviver, o pensamento retrógrado dos tempos em que a força física era determinante para definir os papéis na formação dos casais ainda prevalece.
Entretanto, há muito se especula e se estuda o conceito do ser perfeito a partir da união do homem e da mulher como juízo explorado pela filosofia e pela religião para provar a possibilidade da complementariedade, a totalidade e a superação da incompletude individual a partir dos dois gêneros.
Em “O Banquete”, de Platão, Aristófanes afirma que, de origem, os humanos eram andróginos, formados pelos dois sexos em um só corpo muito poderoso, que foi cortado ao meio por Zeus que muito temia aquela poder, o que causou a eterna busca pela “metade da laranja” formada pela mulher que ostenta a mesma força do homem para o complemento da verdadeira perfeição.
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