8 DE MARÇO: Mais que flores, respeito e direitos

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, não é só uma data para ganhar flores, mensagens prontas ou homenagens nas redes sociais. O 8 de março nasceu da luta de mulheres que enfrentaram jornadas exaustivas de trabalho, salários injustos e a falta de direitos básicos. É uma data que carrega história, coragem e resistência.

Muita coisa mudou ao longo dos anos. Hoje, a lei garante que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres. Temos avanços importantes, como a Lei Maria da Penha, que trouxe mecanismos mais firmes para combater a violência doméstica, e a Lei do Feminicídio, que reconhece como crime hediondo o assassinato de mulheres por motivo de gênero. São conquistas que salvam vidas e representam a força de quem nunca deixou de lutar.

Essas normas são frutos de uma longa caminhada e simbolizam conquistas fundamentais. Ainda assim, os desafios persistem. A violência contra a mulher continua sendo uma das mais graves violações de direitos humanos no país. O assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, a desigualdade salarial e a sobrecarga da chamada “dupla jornada” são exemplos de obstáculos que limitam a plena igualdade.

Falar sobre os direitos das mulheres é falar sobre segurança, igualdade salarial, respeito no ambiente de trabalho, acesso à saúde, oportunidade de crescimento e participação nas decisões que moldam a sociedade. É falar sobre dignidade.

O 8 de março é um lembrete: a luta ainda não acabou. Cada avanço foi conquistado com esforço, e cada direito precisa ser defendido todos os dias. Não se trata de superioridade, mas de igualdade. Não se trata de privilégio, mas de justiça.

Bruna Lima Belordi Pontremolez- Especialista em direito das Famílias

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