“…justamente a ação do homem sobre o Planeta a única causa das mudanças climáticas…
As estações do ano, antes caracterizadas pelos efeitos do tempo sobre a natureza e que inclui a primavera, como o período das floradas, ou das flores; o verão, de calor ideal para plantio com o benefício das chuvas; o outono, das boas colheitas e das frutas frescas; e o inverno, da natureza em repouso e do frio que elimina pragas, estão sendo substituídas pelo tempo das chuvas e do fogo.
De novembro a março, a preocupação é com as fortes chuvas que causam inundações e os vendavais que causam danos materiais e humanos, enquanto o restante do ano é marcado pelo risco de incêndios florestais e agrícolas.
O perigo do fogo, sempre restrito ao período das colheitas de inverno, agora já acontece no início de março de temperaturas elevadas que facilitam a combustão causada pelo uso de máquinas e equipamentos em lavouras extremamente secas nos horários de sol mais forte.
Enquanto algumas regiões enfrentam os efeitos das grandes enchentes e dos deslizamentos de encostas, outras começam a se preocupar com a possibilidade dos incêndios que costumam causar enormes danos materiais e ambientais.
Diante da nova realidade que se apresenta e da ausência de entendimento de que é justamente a ação do homem sobre o Planeta a única causa das mudanças climáticas mais rápidas, resta às cidades adotar medidas preventivas e mitigatórias para evitar os efeitos nefastos do excesso de calor e de estiagem e do volume de chuvas fortes com vendavais.
Nesta difícil tarefa de enfrentamento às mudanças do clima, cabe muito mais às populações urbanas e rurais a responsabilidade em adotar novos parâmetros de exploração e ocupação do solo, para plantio ou urbanização, agora de forma muito mais consciente e menos predatória.
Nas áreas rurais é preciso recuperar e proteger as nascentes e os rios com a manutenção das reservas florestais de proteção permanente, aumentar a distância entre as áreas de plantio, criar aceiros de segurança contra o fogo e reter as águas das chuvas para aproveitamento das lavouras que sofrem com as estiagens prolongadas.
Nas cidades, é preciso planejamento urbano sério, evitar a ocupação de áreas próximas a nascentes, criar sistemas de infiltração de águas pluviais e barreiras naturais contra o vento pelo plantio de árvores próprias nas regiões mais elevadas e nos espaços públicos, sob pena de sofrer as cada vez mais ameaçadoras consequências das águas e do fogo.
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