Uma mulher de 50 anos foi presa em flagrante na noite de domingo (05/04) suspeita de matar a própria filha, de 27 anos, após uma discussão familiar em Botucatu (SP). O crime aconteceu em uma residência no Conjunto Habitacional Dr. Antonio Delmanto (COHAB VI).
De acordo com o boletim de ocorrência, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada para atender a ocorrência e ao chegarem ao local, os agentes encontraram a vítima, identificada como Poliane Victoria Fernandes, caída no chão e inconsciente.
A suspeita, Sandra Regina Batista, relatou aos guardas que a discussão começou quando a filha chegou em casa após ter ingerido bebida alcoólica.
Segundo a mulher, que estava cuidando dos dois netos, de 2 e 8 anos, Poliane teria discutido com algumas mulheres em frente à casa da família. Ela então teria pedido para a filha entrar em casa, momento em que a discussão iniciou.
Ainda de acordo com o depoimento da mãe à polícia, a vítima teria dado um tapa em seu rosto e dito que levaria as crianças à força. Para conter a filha, Sandra afirmou que segurou Poliane pelos cabelos e apertou o seu pescoço até que ela “amoleceu” e caiu.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e realizou manobras de reanimação na vítima. A mulher foi levada em estado grave para o Hospital das Clínicas (HC) da Unesp, mas não resistiu e teve a morte confirmada.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/f/o/15z2rSSlAu2X6yAv8RoQ/bau-img-golpe-agencia-160425-frame-245.png)
O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Botucatu como feminicídio — Foto: Adriano Baracho/TV Tem
O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Botucatu como feminicídio por se tratar de uma morte ocorrida no contexto de violência doméstica. A Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante de Sandra Regina em prisão preventiva.
A mulher foi encaminhada para a Cadeia Pública (CP) de Itatinga (SP), onde permanece à disposição da Justiça. O corpo de Poliane foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico.
Fonte: g1













