O Dia do Trabalho e o Dia do Descanso

“…conquistas dos trabalhadores brasileiros sempre foram questionadas pelas elites econômicas…”

O início da evolução do trabalho humano para garantia da sobrevivência e domínio da espécie sobre o planeta remonta à pré-história, quando a caça, a pesca, a coleta e, depois, a agricultura, eram as garantias de alimentação dos povos.

As guerras, as invasões e os domínios criaram os regimes escravagistas, ou de servidão, até chegar ao trabalho assalariado, consolidado na Revolução Industrial que fez surgir a manufatura, representada pelo produção de ferramentas e itens básicos de consumo.

O advento da indústria manufatureira propiciou o desenvolvimento tecnológico com a criação de máquinas e equipamentos para facilitar o trabalho e a fabricação autônoma de produtos, ainda com utilização intensiva da mão de obra, cujos operários, em exploração extrema, atuavam em longas jornadas e sem direito a descanso.

Foi na era industrial que o operariado se organizou em sindicatos que criaram as primeiras normas protetivas para reduzir o tempo de dedicação ao trabalho e evitar as condições insalubres a que eram submetidos.

No Brasil, o trabalho chegou pela escravidão que durou quase 400 anos, até a abolição e, finalmente, pela transição para o trabalho livre e assalariado, regulamentado quase 100 anos depois pela CLT, de 1943, que só foi institucionalizada de direito pela Constituição Federal de 1988, quando foram ampliados os direitos trabalhistas.

Cada conquista foi sempre muito demorada, discutida e adiada em nome da estabilidade econômica que mais serve ao capital do que ao próprio trabalhador que representa sempre a engrenagem mais fraca do sistema produtivo.

As conquistas dos trabalhadores brasileiros sempre são questionadas pelas elites econômicas que consideram o trabalho como essencial para o desenvolvimento da produção, mas sem se preocupar com a qualidade de vida e com a capacidade de consumo do trabalhador.

Aposentadoria, férias, 13º salário, FGTS e outros benefícios adquiridos ao longo do tempo sempre foram considerados como exageros, já que o chamado “mercado” é incapaz de reconhecer que o consumo de produtos e serviços depende de trabalhadores bem remunerados e que a produtividade depende do bem estar e da saúde de quem produz, como acontece agora na discussão da mudança da escala semanal de trabalho que foca apenas nas perdas da empresas, sem considerar os ganhos dos trabalhadores que, além do trabalho, precisam do descanso.

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Cláudio Pissolito

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