“…os grandes escândalos de corrupção ganharam as manchetes nacionais e internacionais…”
Paulo Maluf, ícone da política malandra, corrupta e enganosa, teve como lema de vida e de campanhas a vergonhosa frase “rouba mas faz”, assumindo a prática da corrupção e justificando a roubalheira com grandes obras, quase todas superfaturadas, no tempo em que a fiscalização era menos eficiente.
Entretanto, o histórico de malversação do erário, com enriquecimento dos agentes políticos, não se restringe a Maluf que, com mais de 90 anos, continua devolvendo dinheiro roubado, mas envolve a grande maioria dos políticos, desde simples vereadores a praticamente todos os presidentes da república.
A cultura do enriquecimento rápido e fácil nas atividades públicas também não se restringe aos cargos mais elevados, já que a corrupção exige uma rede de comparsas na hierarquia, que formam os grupos criminosos para viabilizar e camuflar os desvios divididos de acordo com a importância de cada membro da organização.
Por outro lado, os maus exemplos oferecidos pelos escalões superiores são replicados pela base da pirâmide das instituições, que cria grupos de agentes da corrupção e das negociatas de pequenos valores, pela extensão da cultura da corrupção.
A melhoria dos meios de controle, a criação de sistemas eletrônicos de transparência e o trabalho da imprensa são as ferramentas mais eficientes para combater a corrupção que já pode ser considerada endêmica, mas ainda é preciso muitas mudanças para que esse mal seja eliminado.
Nos últimos anos, os grandes escândalos de corrupção ganharam as manchetes nacionais e internacionais, levaram muitos políticos e empresários à prisão, incluindo dois ex-presidentes da república que, hoje, lamentavelmente, são as grandes lideranças dos dois principais grupos que se alternam no poder nacional.
A chamada “esquerda brasileira”, muito mais capitalista do que socialista, que organizou e liderou seguidos esquemas de corrupção para a cooptação de apoio político e financiamento de campanhas milionárias, ainda é a principal opção do eleitorado que vota mais pela paixão do que pela razão.
Em contraponto, a “direita corrupta e corruptora”, formada pelos piores quadros da política nacional, como mostram as últimas notícias já comprovadas, é a única alternativa de mudança para seus também fiéis seguidores, o que pode levar o eleitor brasileiro a escolher não os mais honestos e capacitados, mas aqueles que roubam menos ou que escondem melhor a corrupção.
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