Família revitaliza busto na Santa Casa de Palmital no aniversário de 50 anos da morte de Manoel Leão Rego

A família de Manoel Leão Rego, uma das principais liderança da política e da sociedade de Palmital, entregou nesta sexta-feira (15/05) a revitalização do busto em sua homenagem, agora instalado ao lado da entrada da Maternidade da Santa Casa de Misericórdia.

A remodelação do monumento do fundador da entidade, inaugurada no início dos anos de 1960, foi idealizada pelo neto Fernando Henrique Leão Rego Gonçalves para marcar os 50 anos da morte do avô.

Busto ganhou posição de destaque ao lado da entrada da Maternidade da Santa Casa
Livro de Ouro foi usado na arrecadação de fundos para a construção do hospital

Manoel Leão Rego morreu no final do seu terceiro mandato como prefeito, no dia 15 de maio de 1976, como um dos principais líderes políticos do município, homenageado com denominações de rua, espaços públicos e obras. Meio século depois, sua memória continua viva como uma das personalidades mais marcantes da história da cidade.

Prefeito por três mandatos, vereador por outros três, todos como presidente da Câmara, e benemérito de inúmeras causas sociais, deixou um legado de obras e projetos que transformaram Palmital em diversos aspectos.

Manoel Leão Rego morreu há 50 anos

Nascido em 23 de setembro de 1911, em Macaúbas (BA), Manoel Leão Rego chegou a Palmital com a família ainda jovem. Empresário multifacetado, atuou como coletor estadual, comerciante, proprietário de fazenda, tipógrafo e diretor de jornal. Mas foi na política que se destacou, sempre com visão à frente de seu tempo.

Religioso e engajado, participou da fundação da Congregação Mariana, colaborou com a construção do Asilo São Vicente de Paulo e incentivou obras ligadas à Igreja e à educação.

No primeiro mandato, entre 1956 e 1959, construiu os primeiros prédios públicos da cidade, organizou mutirões agrícolas, criou o matadouro municipal e instituiu a coleta regular de lixo.

Também asfaltou a primeira rua de Palmital, a XV de Novembro. Como vereador em seguida, iniciou a construção da Santa Casa de Misericórdia, para a qual doou o terreno e criou a comissão de obras, que deu origem à Irmandade da Santa Casa.

Entre 1965 e 1968, quando ocupou a Prefeitura pela segunda vez, promoveu um dos períodos de maior desenvolvimento da cidade: asfaltou quase todas as ruas centrais, remodelou a Praça da Matriz, construiu dezenas de escolas rurais e ampliou a rede de saneamento e de abastecimento de água, com a melhoria do sistema de bombas do Horto Florestal e construção de duas caixas d’água.

Já no terceiro mandato, entre janeiro de 1973 até o dia de sua morte, realizou a obra mais emblemática de suas gestões ao viabilizar o projeto e construção da unidade da Ceagesp em Palmital, o maior silo horizontal da América Latina, que revolucionou o armazenamento de grãos na região. Também urbanizou avenidas, construiu pontes e ampliou os serviços de saúde. O mantado foi concluído pelo então presidente da Câmara, Cherubim de Mattos.

Prefeito articulou o projeto da Ceagesp de Palmital para beneficiar o setor agrícola

Manoel Leão Rego foi eternizado em diversas homenagens. É lembrado com a denominação da principal rua da cidade, com o estádio do PAC e a ponte sobre o rio Paranapanema, que faz a ligação entre a rodovia Nelson Leopoldino e Estado do Paraná. Recebeu ainda a medalha José Bonifácio de Andrada e Silva e foi considerado o melhor prefeito da região pelo jornal Tribuna da Imprensa.

Após sua morte, um busto em sua honra foi instalado no jardim da Santa Casa, por iniciativa do então vereador José Mário Correia de Lima, como símbolo de sua dedicação à saúde e ao bem-estar da população, o mesmo busto agora remodelado e instalado sobre um novo pedestal revestido de pedra na cor verde macaúbas, mesmo nome de sua cidade natal.

FAMÍLIA – Manoel Leão Rego casou-se com Alzira Rett Rego, com quem teve a filha Maria José Leão Rego Gonçalves, a Zezé Leão (falecida). Nascida em 10 de junho de 1938, era pedagoga e foi secretária de escola. Casada com Álvaro Gonçalves, teve dois filhos: Álvaro Gonçalves Filho, pai de Maria José Leão de Oliveira Gonçalves, e Fernando Henrique Leão Rego Gonçalves, pai de Gael Leão de Oliveira Gonçalves, ambos atuando no ramo da TI – Tecnologia da Informação.

Beto Leão, Alzira Rett Rego, Manoel Leão Rego e Zezé Leão

Manoel Leão Rego também teve o filho José Roberto Leão Rego, o Beto Leão, nascido em Palmital em 4 fevereiro de 1942. Formado em Economia, foi empresário, agricultor e também atuou na política de Palmital. Casou-se com Marlene Maria Viécilli Leão Rego, com quem teve dois filhos: Renato Leão Rego (arquiteto) e Roberta Leão Rego (psicóloga) e dois netos: Murilo Leão de Vasconcellos e Henrique Leão de Vasconcellos.

Beto Leão também foi vereador em Palmital (1972-1976) e prefeito por dois mandatos (1997- 2004), período em que ampliou projetos sociais, viabilizou obras de infraestrutura e um conjunto de casas populares. Juntos, pai e filho somaram quase 20 anos de administração municipal, períodos de desenvolvimento econômico e social.

Cinco décadas após sua partida, Manoel Leão Rego permanece como referência de liderança, probidade e amor por Palmital. Sua trajetória é lembrada não apenas como a de um político, mas como a de um homem que dedicou sua vida ao progresso e à solidariedade.

Compartilhe
Facebook
WhatsApp
X
Email

destaques da edição impressa

colunistas

Cláudio Pissolito

Don`t copy text!

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.