Um pintor de 50 anos, foi preso no sábado (11/07) acusado de tentativa de homicídio contra um soldador após tiro na serralheria onde a vítima trabalhava no bairro Bandeirantes, zona oeste de Marília. Ele nega tentativa de morte, alega um ‘susto’ e o motivo foi ciúme com acusação de que a vítima tentou beijar sua esposa. O soldador nega. Com ele, os policiais encontraram munições e um revólver com adulteração da numeração.
A equipe da Polícia Militar recebeu a ocorrência por volta das 09h50 com descrição das roupas e carro do suspeito. Encontrou F. A. A. no exato momento em que ele ingressava no automóvel. Durante a busca pessoal, os policiais localizaram no bolso da calça do suspeito duas munições intactas de calibre .38. Além disso, encontraram em sua cintura um revólver sem numeração visível.
A arma continha uma munição deflagrada, uma munição com espoleta picotada e quatro munições intactas. Ao todo, a polícia apreendeu o revólver e oito componentes de munição. F. A. A. alegou que foi até a serralheria para “tirar satisfação” com a vítima, J. C. R. C., de 64 anos. O acusado afirmou que, cerca de quatro meses antes, descobriu que J. C. R. C. havia tentado beijar sua esposa à força na saída de um supermercado.
F. A. A. alegou que passou a vigiar a vítima e que pretendia apenas dar um susto, sem a intenção de matá-la. Por outro lado, a vítima relatou que trabalhava na instalação de uma porta quando F. A. A. chegou ao local alterado. J. C. R. C. negou categoricamente as acusações e afirmou que sequer sabia onde o agressor morava. Segundo o depoimento da vítima, após a discussão, F. A. A. sacou o revólver e efetuou um disparo em sua direção.
Após a prisão, a verificação aos sistemas policiais revelou que já existia um mandado de prisão civil em desfavor de F. A. A. O. A delegada Renata Ono, que recebeu o caso na Polícia Civil, registrou como tentativa de homicídio. Por fim, a delegada representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva para garantir a ordem pública e a segurança da vítima. A arma de fogo e as munições foram ao Instituto de Criminalística para exames de eficiência.
Fonte: Giro Marília












