“…estão buscando nos cargos públicos os meios mais fáceis e rápidos de enriquecimento…”
As duas principais cidades da Região Administrativa de Marília, que abrange 51 municípios, Assis e Ourinhos enfrentam enormes dificuldades político-administrativas no mandato atual: a primeira com secretários e assessores presos e a segunda com o prefeito afastado do cargo.
Mesmo que as consequências sejam diferentes, as causas das crises são muito parecidas ao envolver denúncias de corrupção em setores essenciais, como saúde e educação, provando que as administrações devem sempre se precaver diante de suspeitas e, principalmente, de denúncias que possam indicar desvios.
A escolha de prefeitos e vereadores, assim como a de presidente, governadores e deputados, que acontece neste ano, está cada vez mais difícil para os eleitores, uma vez que o sistema político-administrativo, assim como as demais instituições da nossa República, estão contaminados pela corrupção e também cooptados pelo crime.
A ambição desmedida dos agentes, que estão buscando nos cargos públicos os meios mais fáceis e rápidos de enriquecimento, é o caminho mais curto para a corrupção, a malversação e a parceria com a criminalidade.
Os cargos que deveriam ser exercidos pelo idealismo de servir ao povo, como honra pela capacidade técnica ou intelectual do ocupante e pelo reconhecimento do povo que os elegem, foram transformados em pontes seguras para alcançar ascensão social e econômica e pertencimento a um clube exclusivo de novos milionários.
Agentes políticos ou públicos que mantêm negócios pessoais paralelos cada vez mais rentáveis, mesmo sem a presença do titular, são sinais claros da possibilidade de uso da influência dos cargos ou para direcionar e regularizar recursos de corrupção ou de fraudes praticadas.
O envolvimento de todas as instituições republicanas em seguidos escândalos de corrupção, malversação, cooptação e até de crimes de sangue cometidos com frequência, prova que o sistema político, administrativo, judicial e policial está corrompido de forma quase irreversível, uma vez que uma instituição protege a outra contra punições.
Os maus exemplos de Assis e de Ourinhos devem servir de alerta aos eleitores que desejam suas cidades bem administras, com serviços públicos eficientes e as finanças equilibradas, para que votem muito mais com a razão do que com a paixão, para evitar que a incompetência e os desmandos sejam motivos de atrasos e de prejuízos.
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