Compartilhe

Vivemos o tempo dos “ismos”: relativismo, indiferentismo, egoísmo, individualismo, consumismo, capitalismo… Sintomas de um tipo de vida voltado para a exterioridade e portanto, repleto de vazios. O nosso tempo cultiva vazios. E o pior dele, quem sabe, é o de humanidade.

Vazios de humanidade isso é o que somos na época em que estamos.

Vivemos um tempo de muitas conquistas na tecnologia, na comunicação, na telefonia, na tecnociência, na ciberciência, na telecomunicação, na informática…

O volume de negócios, transações econômicas, especulação monetária movimentam cifras descomunais, inimagináveis, pelo mundo afora.

(…)

O mundo cresce vertiginosamente. Não dá para acompanhar tantas mudanças.

Não dá para consumir tudo o que se produz.

O mundo ganhou, certamente, mais COISAS, mas não ganhou mais SER.

É verdade que não faltam ações solidárias, boa vontade, campanhas etc, etc e tal.

O problema, entretanto, é que falta humanidade. Está faltando um olhar para as pessoas como pessoas, como gente, como humanas e, não como algo abaixo de coisas. Como falta um olhar humano, faltam ações humanas e humanizadoras

O documento 71 da CNBB (Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019) faz a seguinte constatação:

Vivemos uma época de transformações profundas. Não se trata de “época de mudanças”, mas de uma “mudança de época”. São tempos nos quais se constatam avanços e conquistas mas, também, retrocessos e perdas.

O fenômeno da globalização, embora atinja todos os recantos do planeta. Vive-se sob o imperativo da racionalização técnico-cientifica, voltada para a produtividade, o consumo e o lucro, que representam, muitas vezes, hipotecas pesadas para a natureza e as futuras gerações. O que até bem pouco tempo era tido como referências seguras, orientações determinantes para viver e conviver, se tornou insuficiente para responder às novas situações com seus desafios.

Constata-se o aumento progressivo do relativismo, a ausência de referências sólidas, o excesso de informações, a superficialidade, o desejo a qualquer custo de conforto e facilidades, a aceleração do tempo, trazendo desafios existenciais e produzindo incertezas, precariedade, insegurança, inquietação. Surgem ou se agravam tendências desafiadoras como o individualismo, o fundamentalismo, o relativismo e diversas formas de unilateralismos. A atual crise cultural atinge, de modo particular, a família.

“Difunde-se a noção de que a pessoa livre e autônoma precisa se libertar da família, da religião e da sociedade”. Fortes ideologias apresentam, por exemplo, noções confusas da sexualidade, do matrimônio e da família.

Estas tendências desdobram-se em outras tantas como: o laicismo militante, com posturas fortes contra a Igreja e a Verdade do Evangelho; a negação da Cruz e de sua força redentora; a irracionalidade da chamada cultura midiática (meios de comunicação); o amoralismo generalizado; as atitudes de desrespeito diante do povo, especialmente para com os mais frágeis; uma compreensão de economia que não considera a pessoa humana e os anseios do povo.”

Somos o povo da esperança. Mas, não afirmamos a esperança não como pretexto de passividade. Pelo contrário, essa é a nossa bandeira de luta. Em 2019, se queremos algo de novo é preciso investir na pessoa humana!

Compartilhe

Deixe uma resposta