Ao menos 2,9 mil trabalhadores retomam atividades em fábricas de calçados de Franca
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Pelo menos 2.916 trabalhadores de fábricas de calçados de Franca (SP) retornaram ao trabalho nesta segunda-feira (13/04). O número se refere aos funcionários de 40 empresas associadas ao Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca (Sindifranca) que responderam que retomariam a produção após a Prefeitura liberar o serviço.

 

O número, no entanto, pode ser muito maior, já que apenas 63 das 160 indústrias ligadas ao sindicato responderam a pesquisa da entidade. Ao todo, Franca tem cerca de 550 fábricas do ramo. As fábricas ficaram fechadas por 23 dias após determinação da prefeitura. A medida foi tomada para conter o avanço do novo coronavírus.

 

O decreto de calamidade pública que permitiu a reabertura das indústrias foi publicado em 7 de abril e estabeleceu regras para que as fábricas retomem a produção. Uma delas é adotar turnos de trabalho para evitar aglomerações.

 

Outra medida é garantir o espaçamento de 1,5 metro entre as pessoas dentro do ambiente de trabalho e determinar o afastamento, exceto em casos em que a trabalhador exerça serviços essenciais para manutenção da atividade, de pessoas de grupos de risco.

 

Para o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calcados de Franca, as medidas não são suficientes para garantir a segurança dos trabalhadores. “Não tem segurança nenhuma e, mesmo que tenha toda essa proteção, para que o trabalhador se desloque, ele passa por várias aglomerações. Passa por ponto de ônibus, por exemplo”, afirmou o presidente do sindicato trabalhista, Sebastião Ronaldo de Oliveira, um dia depois da publicação do decreto.

 

O presidente prometeu que o sindicato acompanhará de perto a retomada do trabalho e vai denunciar ao Ministério Público (MP) se houver irregularidade ou exposição dos funcionários a riscos. “Nós vamos acompanhar e todas as empresas que tiverem fora desse padrão ou alguma denuncia de trabalhador em situação de risco nós vamos oficializar ao MP”, disse.

 

REGRAS PARA INDÚSTRIAS

Empresas comerciais, prestadores de serviço e indústrias com até 50 funcionários:

 

adotar turnos de trabalho, de modo a evitar aglomeração;

oferecer álcool em gel para a higienização das mãos, antebraços e braços quando o empregado for entrar na empresa;

realizar a limpeza dos postos de trabalho

determinar o afastamento, exceto em casos em que a trabalhador exerça serviços essenciais para manutenção da atividade, de pessoas de grupos de risco (idosos acima de 60 anos, gestantes, hipertensos, diabéticos, pessoas com sintomas de gripe e outros);

garantir o espaçamento de 1,5 metro entre as pessoas dentro do ambiente de trabalho.

INDÚSTRIAS COM QUADRO SUPERIOR A 50 FUNCIONÁRIOS:

para que possam reabrir, precisarão apresentar um plano de trabalho atestado por um médico com ações de segurança e cuidados com a saúde dos funcionários (como a medição da temperatura corporal), além de cumprir todas as regras para as empresas com menos de 50 trabalhadores.

 

O decreto recomenda que sindicatos dos trabalhadores acompanhem o cumprimento das medidas e das orientações de autoridades em saúde, como o Ministério da Saúde a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: G1

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