Após protestos, assassino de Emanuelle é enterrado sem alarde em Ourinhos

Após protestos de moradores de Chavantes (SP) na quarta-feira (15/01) em frente ao Cemitério do Distrito de Irapé, onde moradores da cidade se manifestavam contra o enterro do corpo de Aguinaldo Guilherme Assunção, assassino confesso da menina Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos, o enterro dele acabou sendo feito em Ourinhos, sem grande alarde.

 

Aguinaldo foi encontrado morto dentro da cela onde estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César (SP), após ter cometido suicídio. De acordo com o registro da Polícia Civil, Aguinaldo estava sozinho na cela no momento em que foi encontrado com pescoço enrolado no lençol.

 

Segundo informações da Polícia Civil, o corpo de Aguinaldo não foi levado para Chavantes e ele acabou sendo enterrado no Cemitério Municipal de Ourinhos, cidade vizinha, por volta das 17h30 de quarta-feira.

De acordo com a funerária, a família foi aconselhada a enterrar Aguinaldo em Avaré, onde o corpo tinha sido levado para o Instituto Médico Legal (IML), por conta da repercussão do caso. No entanto, a família preferiu enterrá-lo mais perto de casa e poucas pessoas estiveram presentes na cerimônia, segundo a funerária.

 

O PROTESTO FOI PACÍFICO

Os moradores se concentraram na frente do cemitério com cartazes afirmando que não queriam o enterro de Aguinaldo na cidade. A PM não foi acionada e o ato foi pacífico.

 

Segundo informações da Polícia Civil, o corpo de Aguinaldo não foi levado para Chavantes e ele acabou sendo enterrado no cemitério de Ourinhos ainda no período da tarde, sem ninguém ficar sabendo, para que não houvesse tumulto ou manifesto.

O CASO

Emanuelle estava desaparecida desde sexta-feira da semana passada (10/01), quando saiu para brincar no parquinho de uma praça do bairro Cohab, em Chavantes. O corpo da menina foi encontrado na noite de segunda-feira (13/01) próximo a um córrego em uma área rural da cidade.

 

O suspeito estava preso em São Pedro do Turvo, desde a tarde de terça-feira (14/01), quando passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada. Ele confessou ter matado Emanuelle a facadas e indicou à polícia onde estava o corpo. De acordo com a polícia, a morte de Aguinaldo pode atrapalhar as investigações, pois a polícia poderia colher novas informações do suspeito.

 

O acusada relatou, durante depoimento à polícia, que assassinou a menina por vingança contra a mãe dela. Segundo depoimento, a mulher não deixava a menina brincar com o enteado dele. No entanto, essa versão é questionada pela polícia. Emanuelle foi velada por parentes e amigos na terça-feira e enterrada no Cemitério Municipal de Chavantes, em Irapé.

 

Antes de ser velado, o corpo de Emanuelle passou por autópsia na manhã de terça-feira e o exame necroscópico apontou que a menina levou oito facadas nas costas e cinco no peito. Segundo o delegado seccional, o laudo contesta a versão apresentada pelo suspeito.

 

“Ele alegava que tinha dado uma facada nas costas e, na sequência, três no tórax. O exame necroscópico revelou que foram 13 facadas: oito nas costas e cinco no peito. Destas, seis são mais relevantes, foram mais profundas”, destaca o delegado.

 

O laudo também apontou que o hímen da menina não foi rompido, o que indica que não houve penetração. Porém, outros tipos de abuso sexual ainda não foram descartados pela polícia e novos exames serão feitos para continuar a investigação.

 

Ainda de acordo com o delegado, o exame também procurou verificar se a menina tentou reagir aos golpes, analisando vestígios de pele do suspeito embaixo das unhas da vítima. No entanto, o delegado afirmou que “foi muito difícil ter uma reação pelas facadas terem sido nas costas”.

Fonte: Passando a Régua e G1

 

 

 

 

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