Uma mulher de 63 anos foi morta a facadas na própria casa, no bairro Santa Rosa, em Pirapozinho (SP), na noite de segunda-feira (08/06). O companheiro dela, de 56 anos, foi preso. Segundo o delegado Rafael Galvão, da Polícia Civil, o suspeito é o companheiro dela, que a atacou depois de uma discussão.
A vítima foi atingida por 12 facadas. A vítima foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda conforme o delegado, o marido dela foi preso por feminicídio e passou audiência de custódia na terça-feira (09/06).
Neuza Domingos da Rocha de Souza é velada no Velório da Interplan, em Pirapozinho, e foi sepultada no Cemitério Municipal na quarta-feira (10/06), em horário a definir.
‘Tirar feitiçaria’
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de agressão envolvendo um casal. Os solicitantes informaram que havia um homem portando uma faca no quintal de uma casa e, ao lado dele, uma mulher caída no chão, aparentemente lesionada.
Diante da gravidade da informação, a equipe foi ao local e, ao chegar, encontrou diversos populares em frente à residência. A corporação informou que algumas testemunhas relataram ter presenciado o momento em que o homem golpeava a companheira com uma faca, afirmando ainda que, após as agressões, ele permaneceu sentado ao lado do corpo da vítima aguardando a chegada da polícia.
De acordo com o documento oficial, os policiais precisaram agir rapidamente porque o clima no local do crime era de extrema tensão e havia um grave risco de linchamento do suspeito por parte dos moradores que se aglomeravam na frente da residência. A multidão, que também filmava a cena, hostilizava e insultava o homem.
Questionado sobre o caso pela equipe, o homem admitiu aos policiais ter matado sua companheira, alegando que o fez para “tirar uma feitiçaria”. Diante da confissão e do cenário, o homem recebeu voz de prisão e foi levado à Delegacia de Polícia Civil, onde optou por ficar em silêncio.
O flagrante foi formalizado como feminicídio, por ter sido praticado no contexto de violência doméstica e familiar. Por se tratar de um crime hediondo, ele é inafiançável e o investigado permaneceu preso à disposição da Justiça.
Fonte: g1


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