Compartilhe
Jornal da comarca polícia
Ocorrência mobilizou PM, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil na manhã de quinta-feira

 

Um veículo Fiat Uno que seguia de Palmital para um condomínio de ranchos de lazer, sofreu acidente na passagem sobre a enseada formada pela foz do ribeirão Água da Mexerica com o Rio Paranapanema, nas proximidades da usina hidrelétrica Canoas II, no município de Palmital. Ao cruzar outro veículo, quando passava às margens da lagoa que se forma no trecho conhecido como “Baixada do Livinho”, o motorista Cícero Aparecido Pereira, de 49 anos, pedreiro que prestava serviços em um rancho, contratado pelo construtor Gilberto Ferreira dos Santos, de 42 anos, perdeu a direção do carro que derrapou sobre os pedregulhos da estrada em terra e caiu dentro da lâmina de água, cuja profundidade é calculada em aproximadamente três metros.

O acompanhante do motorista, o servente de pedreiro Gilson Clemente da Silva, de 50 anos, que não usava cinto de segurança, escapou pela janela, cujo vidro estava aberto, se debateu na água até o barranco e se salvou. Entretanto, o motorista não conseguiu sair e morreu afogado dentro do automóvel, que ficou no fundo da lagoa com as rodas para cima.

Gilson seguiu caminhando estrada acima até encontrar uma pessoa conhecida, a quem pediu socorro, quando foi acionada a Polícia Militar de Palmital, por volta das 7h30. Uma viatura se deslocou de imediato para o local do acidente e, diante da gravidade e do provável óbito do motorista, foi acionado o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do acidente.

Uma guarnição dos Bombeiros de Assis atendeu a ocorrência, cujo mergulhador localizou o veículo no fundo da lagoa, a cerca de quatro metros de distância do barranco. Dentro do automóvel estava o corpo da vítima, que foi retirado e mantido na água, sob guarda dos soldados, até a chegada do veículo de translado da Funerária Aliança. Peritos e fotógrafo da Polícia Científica de Assis fizeram os procedimentos para apuração detalhada dos fatos e um caminhão guincho de Assis foi chamado pelos bombeiros para a retirada do veículo que sofreu danos de grande monta, com muitos amassamentos na lataria e os vidros das janelas quebrados.

jornal da comarca polícia
Cícero Donizeti Ferreira

Depois de todos os procedimentos e da retirada do corpo da vítima e do veículo acidentado, o sargento PM Honório, da 3ª Companhia PM de Cândido Mota, que comandou a operação na Água da Mexerica, liberou a área que ficou parcialmente interditada para a passagem de veículos e pedestres por mais de três horas. O velório de Cícero, cujo corpo foi enviado ao IML de Assis para necropsia, foi realizado no Memorial Aliança. O pedreiro, que era casado e tinha duas filhas, foi sepultado na manhã de ontem no Cemitério Municipal de Palmital.

 

 

Acompanhante e vizinha descrevem detalhes

jornal da comarca polícia
Maria Ap. de Morais Monteiro
jornal da comarca polícia
Gilson Clemente da Silva

O acompanhante da vítima, o servente Gilson Clemente da Silva, disse ao JC que ambos estavam trabalhando na obra a cerca de uma semana e que a quinta-feira seria o último dia. Ele contou que saíram de Palmital por volta das sete horas da manhã e que, ao chegar naquele trecho da estrada, o Uno em que estavam cruzou com outro veículo, quando Cícero teria perdido a direção e, sem tempo sequer para frear, derrapou o automóvel que caiu no rio. Gilson, que não usava cinto de segurança, disse que não viu mais nada, pois o automóvel afundou rapidamente e a água começou a encher o compartimento interno, quando ele conseguiu sair pela janela do passageiro e, mesmo com dificuldade para nadar, chegou à margem da lagoa.

Ao perceber que seu companheiro de trabalho, que também não usava cinto de segurança, não apareceu na superfície, foi buscar socorro nas proximidades, quando encontrou um conhecido que seguia pela estrada e o levou de volta à cidade para avisar os familiares de Cícero.

A aposentada Maria Aparecida de Moraes Monteiro, que mora em propriedade próxima à “Baixada do Livinho” há mais de 16 anos, disse que a estrada foi aberta há muitos anos e que antes passava sobre um pequeno banhado que foi transformado em lagoa depois do enchimento da represa da barragem da hidrelétrica. Segundo a vizinha, o trânsito na estrada é muito grande e ela já previa que algo grave poderia acontecer. “Eu já cobrei providências da Prefeitura no sentido de construir redutores de velocidade, pois automóveis e caminhões passam em alta velocidade por aqui”, afirmou. Segundo ela, caminhões de usinas da região usam aquela estrada e no período da safra trafegam a noite toda em velocidade acima do normal. “Recentemente, uma caminhonete caiu na água e por Deus o motorista não sofreu nada”, afirmou, dizendo que os condomínios próximos também fazem aumentar o trânsito. “Passam sempre por aqui em alta velocidade, inclusive meu marido e meu cunhado idoso se incomodam muito com o barulho”, afirmou.

Compartilhe

Deixe uma resposta